24 de agosto de 2016 • 7:26 am

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Gilmar Mendes volta a atacar e diz que propostas do MPF “é coisa de cretino”

Para o ministro do STF o Ministério Público deveria “calçar as sandálias da humildade e não se achar o ó do borogodó”

Por: Da Redação
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes elevou a temperatura da briga com o Ministério Público Federal e aOperação Lava Jato. Para o ministro, os procuradores se “acham o ‘ó do borogodó’” só porque recebem atenção da imprensa e precisam “calçar as sandálias da humildade”. Gilmar cobrou que investigadores sejam alvo de apuração para saber quem vazou termos da delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, para a revista Veja. Ele também atacou o pacote das dez medidas de combate à corrupção, idealizado por integrantes do MPF, sob a liderança do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Chamou uma das propostas de “coisa de cretino”.

Gilmar: nova pancada no MPF

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De acordo com reportagem publicada pela revista no último fim de semana, o presidente da OAS contou nas negociações para colaborar com a Justiça e reduzir sua pena que indicou técnicos para realizarem uma obra na casa do ministro Dias Toffoli, do STF.  Toffoli disse à revista que pagou pelo conserto e não tem relação de intimidade com Léo Pinheiro.

“Eu acho que a investigação tem que ser em relação logo aos investigadores porque esses vazamentos têm sido muito comuns. É uma prática bastante constante e eu acho que é um caso típico de abuso de autoridade e isso precisa ser examinado com toda cautela”, declarou o ministro antes de uma sessão da Segunda Turma no STF, da qual Toffoli também faz parte.

De acordo com Gilmar, o país é “muito maior do que essas figuras eventuais”. “Ninguém pode se entusiasmar, se achar o ‘ó do borogodó’ porque vocês [da imprensa] dão atenção a eles. Cada um vai ter o seu tamanho no final da história. Então, um pouco mais de modéstia. Calcem as sandálias da humildade. O país é muito maior do que essas figuras eventuais e cada qual assume sua responsabilidade”, atacou.

O ministro também direcionou sua metralhadora giratória para o pacote de combate à corrupção defendido pelo juiz federal Sérgio Moro e pelos procuradores da Lava Jato. “É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu possa justificar a tortura porque eu fiz de boa-fé.”

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