14 de março de 2017 • 8:10 am

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Gilmar se reúne com Temer e diz: ‘os juízes não são de Marte, são do Brasil’

Gimar Mendes almoçou com Rodrigo e Maia e se reuniu com Temer no Jaburu, no domingo,12.

Por: Marcelo Firmino
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No Brasil dos conchavos, o sujo se une ao mal lavado para ajeitar as coisas e defender os interesses naturais que cada um tem no poder. É quase um ritual de esquemas políticos pela autopreservação de grupos.

Veja que bastou correr a notícia de que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, iria enviar uma nova lista da Odebrecht com mais de 80 nomes de políticos, incluindo ministros do atual governo, para que Michel Temer e  Gilmar Mendes (sempre ele), ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleieitoral (TSE), se reunissem, mais uma vez,  no Palácio Jaburu, no último domingo, 12.

É fato que Temer anda quase com mal de Parkinson, em função das delações da Odebrecht, cujos depoimentos também foram colhidos pelo relator do processo do TSE que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. Os ministros da corte já administram que o caso é de cassação. Desta maneira, Temer, automaticamente perderia o posto.

O presidente da República, então, precisa de proteção. E quem pode protegê-lo? Claro, seu fiel escudeiro Gilmar Mendes, que antes de se reunir com Temer já havia almoçado na casa do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, na mesma data do encontro com Temer. Maia é um dos acusados na lista da Odebrecht.

Juntos eles buscam uma alternativa para a presevação dos interesses e do grupo político que hoje comanda. Não foi por outra razão que Gilmar Mendes, sem nenhum pudor, saiu dos dois encontros preconizando que os juízes devem levar sempre em conta  o caminho para a estabilidade política. Está posta a questão, com o tradicional cheirinho da impunidade a permerar o ar.

Mas Gilmar ainda foi mais direto no recado ao julgadores da corte. “Nós não temos juízes de Marte, são juízes do Brasil”.

É exatamente isso. Pelo visto, o ministro amigo e protetor de Temer encontrou o jeitinho de reverberar os interesses de todos no grupo dominante, com o devido apoio da grande mídia que valoriza os procedimentos.

Assim caminha o País em uma imensidão de processos complicados, onde os juízes são autoridades, mas não imunes aos seus próprios interesses e muito menos às orientações do comando.

Afinal, eles não são de Marte. São do Brasil

 

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