19 de setembro de 2017 • 5:53 pm

Saúde

Governo aposta em planos de saúde populares para desafogar o SUS

Associação Brasileira de Saúde Coletiva não acredita que aumentos de planos melhorem atendimento na rede pública

Por: Thiago Sampaio
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Planos de saúde populares podem começar a ser vendidos ainda este ano, anunciou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O início da comercialização depende da conclusão de análise técnica da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre a flexibilização da regulamentação de planos de saúde no país.

Ministro acredito que ampliar o acesso privado melhoraria o Sistema Único de Saúde (SUS).

A tese do ministro é de que, com o aumento do acesso privado, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá oferecer melhor atendimento a quem não pode pagar por um plano, um contingente de 150 milhões de brasileiros.

Ricardo Barros explicou que o objetivo do Projeto de Plano de Saúde Acessível é ampliar ao máximo a cobertura de planos de saúde à população “para que esta responsabilidade de financiamento da saúde seja dividida. Já é hoje 55% do investimento em saúde do setor privado e 45% do setor público”.

Pensamento oposto

O vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), José Antônio Sestelo, considera que o aumento do acesso a planos de saúde não gera mais recursos para a saúde pública.

“Esse argumento é antigo, dos anos 70, foi introduzido pelos empresários quando eles estavam ainda tentando se legitimar como empresas que vendiam planos de saúde, sem se dar conta de que não faz sentido. o sistema público se beneficiou em que com o aumento da venda de planos? Em absolutamente nada. Ao contrário, nunca sobrou dinheiro”. Para ele, os planos populares também não melhoram o acesso à saúde.

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