2 de maio de 2016 • 12:32 pm

Política

Greve dos Vigilantes deixa caixas eletrônicos sem dinheiro, em Maceió

Quem tentou sacar dinheiro, hoje pela manhã, teve dificuldades, por falta de dinheiro

Por: Fátima Almeida
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Mobilização em frente á Prosegur (Foto: Alexandre Ferrari / cortesia)

Mobilização em frente á Prosegur (Foto: Alexandre Ferrari / cortesia)

Iniciada na quinta-feira passada (28), a greve dos vigilantes já afeta o abastecimento da rede bancária em Alagoas. Quem precisou sacar dinheiro na manhã desta segunda-feira (02) teve dificuldades.  A maioria dos caixas eletrônicos estava desabastecido. Na Caixa Econômica da Avenida Thomaz Espíndola, no Farol, todas as pessoas que entraram na agência, no começo da manhã, saíram sem dinheiro.

“Não está fazendo saque em nenhum dos caixas”, constatou o cliente Fernando Limeira, após várias tentativas. O jeito foi procurar outra agência, mas a informação do Sindicato dos Vigilantes e Tesouraria de Transportes de Valores é de que a maioria dos caixas eletrônicos já está sem dinheiro. São esses profissionais que transportam, nos carros-forte, o dinheiro para abastecer os bancos.

Mônica Lopes: proposta foi entregue em fevereiro (foto Alexandre Ferrari - cortesia)

Mônica Lopes: proposta foi entregue em fevereiro (foto Alexandre Ferrari – cortesia)

De acordo com a secretária geral da entidade, Mônica Lopes, dos mais de 300 vigilantes de valores filiados ao sindicato, cerca de 150 atuam nessa atividade, movimentada, basicamente, por três empresas em Alagoas: Prosegur, Preserv e Brinks. E todos estão parados. Na sede da Prosegur, no Trapiche, os vigilantes montaram acampamento e aguardam negociação. “Se a greve persistir, o dinheiro para de circular no Estado”, alerta Mônica.

Ela disse que a categoria vem tentando negociar a data-base desde fevereiro, mas as respostas dos empresários não têm sido satisfatórias. “Pedimos reajuste de 15%, baseado nas perdas que temos acumulado, eles ofereceram 8%. Não foi aceito pela categoria. Além disso, vários itens da nossa convenção coletiva estão sendo descumpridos pelas empresas, como o Vale Alimentação. O valor vem sendo descontado dos trabalhadores em férias ou com falta justificada”, explica ela.

A pauta de reivindicações trata, também, da jornada de trabalho que, segundo o sindicato, vem sendo modificada sem aviso prévio para o trabalhador; do descumprimento da cláusula relativa à compensação de interjornada, que prevê intervalos de repouso e alimentação de vigilantes que trabalham no transporte de valores. Segundo MÔnica, eles são obrigados a se alimentar de forma rápida, dentro dos carros-forte carregados de dinheiro, o que os mantém sempre em alerta sobre questões de segurança.

PS: A redação do Eassim está tentando contato com a representação dos bancos e das empresas de vigilância para adicionar as respectivas versões à reportagem

 

 

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