22 de setembro de 2015 • 11:31 am

Maceió

Greve no Pam Salgadinho é fruto do descaso da Prefeitura, diz sindicalista

Desembargador fez inspeção e constatou o caos nos vários blocos de atendimento do PAM

Por: Da Redação
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Servidores fecham o PAM

Servidores fecham o PAM

Servidores parados no PAM

Servidores parados no PAM

Há muito tempo que o PAM Salgadinho está em situação deplorável, sem oferecer as minimas condições de trabalho para os servidores. O fatio foi confirmado pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan, que fez uma inspeção no local e saiu de lá assustado com o que viu.

Por conta dessa situação os médicos entraram em greve. O prefeito Rui Palmeira (PSDB) reagiu dizendo que a greve era por causa do ponto eletrônico, acusando os profissionais de serem avessos ao trabalho. Os médicos estão parados há 50 dias.

Agora os servidores do PAM Salgadinho decretam greve por tempo indeterminado e o prefeito volta a dizer a mesma coisa. “A greve é por causa do ponto eletrônico”. Para o Sindicato dos Servidores, Rui Palmeira, com seu argumento está apenas jogando o lixo para debaixo do tapete.

“Há anos que os servidores alertam que o PAM Salgadinho não oferece condições de trabalho. O ambiente é insalubre, inseguro e precisa de uma reforma ampla, para que os servidores possam ser bem instalados e assim melhorar o atendimento aos usuários, mas o prefeito nunca ligou”, disse Manoel Lourenço, dirigente do Sindprev.

Para ele, a história do ponto é uma desculpa esfarrapada da administração que não assume seus erros e tenta responsabilizar terceiros pela incompetência na gestão da saúde pública. A greve, portanto, segundo disse, é fruto do descaso da administração municipal.

Desembargador se assusta com abandono do PAM.

Desembargador se assusta com abandono do PAM.

Mas, enfim, em entrevista em uma rádio local, Rui Palmeira admitiu a possibilidade de reformar o PAM Salgadinho. Só não disse quando as obras vão começar.

1 Comentário

  1. Helena Amaral disse:

    Isso é mais antigo que as tábuas de Moisés, bastou falar em ponto eletrônico, aí o servidor público, “se revolta” com o caos. O magistrado deveria punir os sindicalistas por negligência, já que sabem do problema há décadas e só agora com a instalação do ponto estão se manifestando. Coincidência?…..

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