23 de julho de 2016 • 10:29 am

Maceió

Só os médicos trabalham na greve do Hospital do Açúcar

Os médicos não devem aderir ao movimento

Por: Da Redação com Assessoria
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Foto: Ascom Sateal

Foto: Ascom Sateal

O hospital do  Açúcar está operando em estado de precariedade, diante da greve que os servidores iniciaram nesta sexta-feira, 22.

O grevistas amanheceram neste sábado, 23, na porta do hospital cobrando os salários atrasados

Apenas os médicos não irão aderir ao movimento, porém a expectativa é que todos os demais setores fiquem parcialmente paralisados, funcionando apenas 30%, como previsto por Lei, o que pode complicar bastante o atendimento na unidade, segundo o presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal), Mário Jorge dos Santos Filho.

“O Hospital do Açúcar não pagou aos trabalhadores a última parcela do 13º, o salário referente ao mês de junho, férias e também vales transportes. O problema é que isso complica muito a vida dos trabalhadores. Tem gente passando necessidade em casa em decorrência desses atrasos. A greve foi a forma encontrada de tentar buscar um desfecho para isso, que vem se arrastando desde o ano passado”, disse.

Apesar do assunto ter sido discutido em audiência, segunda-feira (18), na 19ª Procuradoria Regional do Trabalho, o Hospital se negou a negociar os atrasos salariais e dos benefícios.

No final de dezembro de 2015, auxiliares, técnicos de enfermagem e funcionários de outras categorias realizaram greve por mais de duas semanas para cobrar os pagamentos do 13º salário,  das férias e  de outros benefícios que estavam atrasados.

O hospital chegou a um acordo para que os débitos fossem pagos de forma parcelada, porém após mais de seis meses a situação permaneceu crítica.

De acordo com a Sateal, o Hospital teria confirmado que estudava demitir 300 funcionários, de diversos setores, sob a alegação de cortes de custos.

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