26 de setembro de 2017 • 4:18 pm

Corrupção

Grife do Frango: 40 laranjas, 19 fachadas e R$ 120 milhões sonegados

Dados foram revelados em entrevista coletiva na sede do Ministério Público

Por: Da Redação
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Em entrevista coletiva na sede do Ministério Público Estadual, o promotor público Ciro Blatter, que comando as ações do Gaesf – Grupo  Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos – disse nesta tarde de segunda-feira, 26, que testas de ferro e laranjas eram utilizados na fraude que sonegou mais de R$ 120 milhões.

A Grife é acusada de ser a célula do esquema

Grife do Frango chefiava quadrilha

Segundo ele, a operação “Polhastro” desmontou um grande esquema criminoso representado por um conglomerado de empresas chefiado pela Grife do Frango, totalizando 20 empresas de fachadas e 45 sócios, sendo 40 laranjas e empregados admitidos como sócios.

Das 20 empresas envolvidas, 19 foram vinculadas ao Simples Nacional para burlarem a fiscalização com movimentações de R$ 3,6 milhões ao ano. Juntas as empresas faturaram em torno de R$ 120 milhões de 2007 a 2011.

Foram presas preventivamente seis pessoas e oito buscas e apreensões foram feitas. Cerca de 20 pessoas foram conduzidas coercitivamente para saber a extensão da fraude praticada pela organização criminosa.

A investigação se estende, segundo o promotor, pelo interior do Estado, com foto direto na cidade de Arapiraca onde os levantamentos feitos até agora indicam que o município do Agreste representa um grande centro de sonegação desse caso.

Dois presos tinham armas em casa e um deles com munição de fuzil. Os crimes são investigados em várias vertentes pelo Gaesp e Secretaria de Fazenda e Polícia Civil. A operação bloqueou bens e apreendeu cinco veículos.

O caso remete a lavagem de dinheiro e fraude contra o bem público

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