27 de Abril de 2015 • 3:34 pm

Fátima Almeida

Homenagem póstuma. Vítima da ditadura dá nome a escola municipal

Com a inauguração da Escola Municipal Gastone Beltrão, nesta terça-feira (28), às 9h, no bairro do Tabuleiro, a Prefeitura de Maceió presta uma homenagem à alagoana Gastone Lúcia de Carvalho…

Por: Fátima Almeida
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Com a inauguração da Escola Municipal Gastone Beltrão, nesta terça-feira (28), às 9h, no bairro do Tabuleiro, a Prefeitura de Maceió presta uma homenagem à alagoana Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão, militante política morta pelo regime militar, no início da década de 70.

QUEM É
Nascida na cidade de Coruripe, em 1950, filha de João Beltrão de Castro e Zoraide de Carvalho Brandão, Gastone já manifestava, desde a adolescência, preocupação com as desigualdades sociais. Ingressou na militância política no final da década de 60 – quando cursava faculdade de Economia na Universidade Federal de Alagoas – inicialmente como membro da Juventude Estudantil Católica (JUC), passando posteriormente à clandestinidade.
Casada com José Pereira, viajou com ele para a Europa, em 1969, para realização de curso de guerrilha urbana, em Roma, como militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Depois morou em Cuba, onde também recebeu treinamento militar. Ao retornar para o Brasil, em 1972, após uma rápida passagem pelo Chile, ela foi morta em uma das ruas de São Paulo, por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na caça sangrenta aos oponentes do regime militar.

A ESCOLA
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a Escola Gastone Beltrão tem capacidade para atender a 400 alunos e vai receber, inicialmente, a demanda da Escola Corintho Campelo da Paz, fechada para reforma. Mas também contemplará alunos novos matriculados no sistema online.

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