7 de Fevereiro de 2018 • 9:45 pm

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Huck diz que fala no Faustão não teve cunho eleitoral

Apresentador é alvo de processo movido pelo PT; Apresentador teria cometido benefício de abuso de poder econômico e dos meios de comunicação

Por: Da Redação
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Em defesa apresentada nesta quarta-feira (6) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os advogados de Luciano Huck alegaram que a entrevista do apresentador em janeiro deste ano ao programa “Domingão do Faustão”, da TV Globo, não teve cunho eleitoral.

Huck é alvo de um processo movido pelo PT na Justiça Eleitoral. O partido alega que o apresentador cometeu e se beneficiou de abuso de poder econômico e dos meios de comunicação durante sua participação no “Domingão”.

Na conversa, Huck falou que não será candidato a presidente e negou ser um “salvador da pátria”. A TV Globo e Fausto Silva, apresentador do programa, também são alvos da representação.

Exaltação subliminar

Para os petistas, o que se viu durante a entrevista do apresentador “foi a demonização da atual política, dos políticos, dos pré-candidatos ao cargo presidencial, e de forma subliminar, a exaltação da pré-candidatura de Luciano Huck, como sendo algo de novo capaz de mudar a realidade vigente e trazer a ‘felicidade’ esperada pelo sofrido povo brasileiro.”

A representação diz ainda que Faustão e Huck “discorreram acerca da necessidade dos brasileiros darem espaço para uma candidatura nova (a dele, Luciano Huck)”, e que o apresentador usou “uma estrutura midiática que nenhum outro pré-candidato terá acesso, causando interferência antecipada na lisura e na igualdade da disputa presidencial que se avizinha.”

Segundo definição disponível no site do TSE, o abuso do poder econômico em eleições é “a utilização excessiva, antes ou durante a campanha eleitoral, de recursos financeiros ou patrimoniais buscando beneficiar candidato, partido ou coligação, afetando, assim, a normalidade e a legitimidade das eleições.”

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