2 de novembro de 2017 • 7:24 pm

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Impressionante: o trabalho escravo da ministra que ganha R$ 33,7mil por mês

O que poderiam dizer os trabalhadores que ganham salário mínimo?

Por: Marcelo Firmino
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Indicada pelo PSDB para o cargo de ministra dos Direitos Humanos, a desembargadora aposentada na Bahia, Luislinda Valois, achou pouco o salário de R$ 33,7 mil que ganha no governo e requereu acumular com o de magistrada, o que elevaria a sua renda mensal para a “bagatela” de R$ 61,4 mil.

Luislinda e seu trabalho escravo.

Pior do que querer acumular foi a justificativa de sua excelência. Disse ela em sua petição que sua atividade “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.

 

Imagine uma ministra ganhando mensalmente mais de R$ 33 mil e dizer em alto e bom som que “se assemelha ao trabalho escravo”. O que poderiam dizer os brasileiros que ganham salário mínimo?

Das duas, uma: Ou a ministra Valois está zombando da cara dos brasileiros ou nunca trabalhou verdadeiramente na vida para dizer o que disse.

Basta pensar que o trabalho escravo remete a subemprego, regime forçado de atividade e remuneração aviltante, insignificante.

Se formos nos reportar para antes dos idos de 1888, como a magistrada lembrou, vale refrescar a memória que nessa época os escravos eram, perseguidos, torturados e mortos por capitães do mato, quando se recusavam a trabalhar de graça para uma elite perversa do Brasil colonial. Elite esta que ainda tem uma vasta legião de seguidores nos tempos atuais.

Ora, a ministra bem que poderia ter protestado contra a exploração do trabalho escravo quando o governo Temer baixou uma portaria no País, praticamente legalizando o trabalho escravo. Ela silenciou. Agora, no entanto, lembra o trabalho escravo em benefício próprio. Eis aí um canto tucano desafinado da realidade.

Isso no fundo são os sintomas de um País desgovernado e completamente entregue aos interesses escusos de uma turma doentia.

Triste Brasil.

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