8 de Abril de 2015 • 7:58 am

Brasil

Indicação de Temer para articulação do governo desagrada setores do PMDB

Ao indicar o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para coordenador político do governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) deu sinais de que já pode “respirar” sem a ajuda dos…

Por: Marcelo Firmino
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Ao indicar o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para coordenador político do governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) deu sinais de que já pode “respirar” sem a ajuda dos aparelhos que a pressionam no exercício do cargo.

Temer, enquanto liderança respeitada é considerado habilidoso, com livre trânsito dentro do Congresso e tende anular as investidas do presidente do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos peemedebistas, que vivem de mau humor em relação ao governo e de paquera com a oposição.

Lideranças no congresso acreditam que desta vez a presidente petista fez um gol. Não é de placa, mas um gol para começar a tranquilizar o time e impor respeito aos adversários.

Sabe-se que Temer poderia ter recusado com a desculpa das funções institucionais da vice-presidência. Mas, ao aceitar deu sinais reais de que não vai jogar contra o governo. Como disse a colunista brasiliense, Tereza Cruvinel, “aceitando, terá que mostrar liderança no partido. Ou seja, passou a ser uma cunha entre o partido e o poderoso Eduardo Cunha”.

Essa história, no entanto deixou alguns peemedebistas de cara feia. Sobretudo os que gostariam de ver empanada do Planalto pegar fogo. Por isso mesmo, alguns dirigentes do PMDB já afirmaram que não se curvar as ações do vice-presidente para apaziguar a base aliada e o governo.

Trata-se da turma do quanto pior, melhor.

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