9 de julho de 2016 • 8:03 am

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Indústria sugere a Temer jornada de trabalho de 80 horas semanais

Presidente da CNI diz que na França esta discussão está avançada. Sugestão causa polêmica e entidade emite nota

Por: Da Redação
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Um debate sobre a possibilidade de o governo Temer adotar a jornada de trabalho de 80 horas semanais gerou inquietação entre as centrais sindicais e os segmentos da indústria brasileira.

Indústria:jornada ampliada.

Indústria:jornada ampliada.

Isso por que foi o  presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, que em reunião com o presidente interino Michel Temer,  nesta sexta-feira (8), defendeu a adoção de “medidas duras” para a recuperação do crescimento econômico, com mudanças nas regras da Previdência e nas leis trabalhistas, mas destacou ser contra o aumento de impostos.

Em sua fala, Robson Andrade mencionou como exemplo a França, que passa por um processo de revisão das normas trabalhistas e permitiu que empresas negociem com empregados para aumentar a jornada em até 60 horas semanais.

“Nós, aqui no Brasil, temos [jornada de] 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar para 40. E a França, que tem 36 [horas semanais], passou para a possibilidade de até 80 [sic, são 60] horas [semanais] e até 12 horas diárias”, disse Andrade.

A declaração do presidente da CNI causou polêmica e a entidade se viu obrigada a emitir uma nota informando que ”jamais defendeu o aumento da jornada de trabalho brasileira, limitada pela Constituição Federal em 44 horas semanais” e que a entidade “tem profundo respeito pelos trabalhadores brasileiros e pelos direitos constitucionais”.

 

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