19 de junho de 2015 • 12:59 pm

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Intolerância e preconceitos no debate da Câmara sobre a ‘ideologia de gênero’

Grupos religiosos, LGBTs, políticos de todas as correntes ideológicas deitaram falação sobre o tema.

Por: Marcelo Firmino
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Câmara lotada, como nunca.

Câmara lotada, como nunca.

A Câmara Municipal de Maceió lotada debate nesta sexta-feira a “ideologia de gênero”. Corredores, galerias e até na praça Deodoro há grupos querendo entrar no prédio e  participar.

Curioso que para o plenários foram deputados federais, estaduais, vereadores e associações religiosas de todas as matizes, em busca da visibilidade neste ‘debate’.

Mais curioso ainda é o fato de Câmara ter patrocinado debates como o Plano Diretor de Maceió, do trasporte coletivo e outros tantos sem que houvesse uma participação minimamente aceitável da sociedade.

Mas na ideologia de gênero estão todos os atores. Discursos irados, alguns estapafúrdios e outros sem noção. Mas todos com espaços. Discurso sensatos dom presidente da AMA, Marcelo Beltrão, que destacou a necessidade da casa cheia para discutir a qualidade do ensino nas escolas públicas alagoanas e nunca para uma história dessa natureza.

Igualmente sensata a vereadora Heloísa Helena (PSOL)que destacou a necessidade de todos os parlamentares e os que acorreram à Câmara debaterem a educação, a saúde pública, a segurança, o investimento social das prefeituras na qualidade de vida de seus povos, enfim, na preservação da vida com respeito a todos os semelhantes.

HH estranhou a celeuma em torno da dita “ideologia de gênero”, até por que o debate surgiu a partir uma cartilha falsa divulgada por um certo Movimento Brasil, que vem a ser a dissidência do chamado “Movimento Brasil Livre”.

E bastou tudo isso ganhar as redes sociais para que a intolerância tomasse conta de todos. A histeria coletiva dominou as discussões e o resultado foi essa sessão pública, onde a tribuna virou o palco para  as manifestações eivadas de muito oportunismo, preconceito e pouca racionalidade.

A intolerância no País é crescente e corremos o risco de passar a conviver com situações vividas pela sociedade norte americana, onde o preconceito racial gera a barbárie, como a que ocorreu Charleston, na Carolina do Sul, o Estado mais racista dos EUA.

Aqui os preconceitos são múltiplos e, lamentavelmente, são disseminados pelas redes sociais, lamentavelmente.

Há debates mais importantes a serem feitos. Sem dúvida nenhuma.

 

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