25 de setembro de 2015 • 5:47 pm

Cotidiano

Iphan quer que o Estado inicie a preservação do patrimônio de Água Branca

Patrimônio arquitetônico da cidade sertaneja está ameaçado.

Por: Da Redação
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Mário Aloisio, do Iphan.

Mário Aloisio, do Iphan.

O decreto estadual de tombamento do patrimônio arquitetônico de Água Branca, no alto sertão de Alagoas, não está cumprindo seu papel como deveria por absoluta falta de fiscalização já denunciada pela Prefeitura Municipal da cidade. O patrimônio histórico e cultural da cidade está ameaçado.

O Superintendente regional do Iphan, arquiteto Mário Aloisio Barreto Melo, disse nesta sexta-feira, 25, que quanto mais gente se unir para defender o acervo de Água Branca é melhor. Ele destacou que  “o centrinho” da cidade já é tombado pelo Estado, mas que pretende atuar também com o Iphan para que as construções históricas sejam preservadas.

Mário Aloisio disse que o Iphan só não atuou ainda no município em função da crise financeira que o órgão está vivendo, mas que tem visita marcadaao município para avaliar a situação e reunir forças em defesa da preservação.

Segundo ele, seria fundamental que o governo do Estado iniciasse esse trabalho uma vez que o chamado “centrinho” foi tombado por um decreto estadual.

Água Branca tem na arquitetura antiga um de seus maiores atrativos. A Igreja Matriz, a Igrejinha do Rosário, o Centro Histórico da Praça da Matriz, a Casa do Barão de Água Branca e o calçamento da Praça Fernandes Lima, assim como Serra do Himalaia constituem o patrimônio histórico ameaçado.

Igreja da matriz

A Prefeitura Municipal garante que tenta salvar esse patrimônio, mas entende que essa é uma luta para as três esferas de poder. Segundo a prefeita Albaní Sandes, tanto o Estado, através da Secretaria de Cultura, como governo federal por meio do Iphan deveriam se juntar a essa causa antes que seja tarde.

Patrimônio ameaçado

Até o século XVII o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de Paulo Afonso (BA) que compreendiam, também, os atuais municípios de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia, sendo uma das cidades mais antigas do Estado.

Foi denominada Mata Pequena, Matinha de Água Branca, até se tornar o município de Água Branca. O nome veio de uma serra da região, rica em fontes de águas muito limpas. Sua fundação se deve a três irmãos da Família Vieira Sandes, que liderados pelo Capitão Faustino Vieira Sandes, saíram da localidade de Boacica, hoje parte dos municípios de Igreja Nova e Porto Real do Colégio (Vale do Itiúba), para desbravarem o sertão Alagoano.

 

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