8 de junho de 2015 • 12:31 pm

Cotidiano

Jacintinho segue com vida normal, mas precisando de mais atenção

Com mais de 100 mil habitantes, o ‘Jaça’, historicamente, sempre foi um bairro discriminado pelas autoridades e a elite maceioense.

Por: Da Redação
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone
Vida normal no ´Jaça'.

Vida normal no ´Jaça’.

Com mais de  100 mil habitantes, o Jacintinho é um dos bairros de Maceió que tem vida própria e com um comércio ativo. Em função das grotas e encostas do entorno,  que foram ocupadas pelos imigrantes do interior do Estado – via êxodo rural –  o bairro sofre até hoje com a discriminação social. Nessas áreas, normalmente, escolhidas por grupos  de traficantes de drogas, o crime pontua e o muitas vezes o toque de recolher se acentua. E isso pela completa ausência do poder público que, quando chega, é apenas para reprimir a população. Esse é um problema histórico.

Os episódios de violência vivenciados no último fim de semana pelos moradores do chamado “Jaça” são consequências dessa relação tumultuada entre o poder público com seu aparato e a população. Não há dúvida que a inteligência da Secretaria de Defesa Social sabe onde estão os pontos de tráficos e quem são os traficantes. Essa portanto é uma situação que poderia ter sido resolvida se interesse houvesse das autoridades desde anos atrás, quando a população era bem menor.

Mais que fundamental o aparato policial ter um olhar especial para os criminosos e tranquilizar a população. No entanto, torna-se importante também observar que o tráfico de drogas é atualmente o negócio mais lucrativo do mundo e isso não é coisa apenas para pobres e negros dos morros e encostas da cidade. Se o negócio rende muito há ricos e brancos envolvidos com ele, como disse  o advogado Pedro Montenegro, em palestra para estudantes de uma faculdade particular.

Em todo o caso, o Jacintinho atraiu para si os olhos da segurança pública. Então que ela seja uma constante na vida dos cidadãos de lá.

Deixe o seu comentário