12 de setembro de 2017 • 6:37 pm

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Janot deve ser mantido pelo STF à frente de investigações contra Temer no caso JBS

Somente três dos 11 ministros da Corte acham que o procurador deveria ser afastado desse processo

Por: Thiago Sampaio
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A menos de uma semana do fim do mandato como procurador-geral da República, Rodrigo Janot deve permanecer à frente das investigações contra Michel temer nos processos ligados a JBS.

Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot

A tendência é que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decida para que ele permaneça no comando das investigações, apesar da surpresa e desgaste provocados pela divulgação de novos áudios dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud.

Somente três dos 11 ministros da Corte acham que Janot deveria ser afastado desse processo, segundo jornal O Estado de São Paulo. Relator dos processos da Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin já havia rejeitado em agosto um pedido de suspeição contra Janot feito pela defesa de Michel Temer.

Os ministros também estariam dispostos a manter a validade das provas originadas a partir do acordo de delação da JBS. Como a defesa do presidente entrou com recurso, Fachin colocou o tema para ser discutido no plenário da Corte nesta quarta-feira (13).

Para o ministro Gilmar Mendes o assunto deve ser revisto uma vez que, em sua avaliação, Janot teria submetido o STF “ao maior vexame de sua história” com a homologação da delação do Grupo J&F.

“Tudo indica que o STF homologou uma fraude engendrada por (Ricardo) Saud, Joesley, (Marcello) Miller e Janot e sua equipe”, afirmou Mendes ao Estadão. O Ministro Mendes possui um instituto, o IDP, que recebeu patrocínios da JBS.

PGR quer Joesley preso por 5 anos

Procuradores que atuam no grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentaram aos advogados de Joesley Batista e Ricardo Saud nesta segunda-feira (11) uma proposta de repactuação de suas delações premiadas.

Os investigadores propuseram cinco anos em regime fechado e que os dois dobrassem o valor da multa a que se comprometeram, em maio, a pagar. Só a de Joesley foi acertada em R$ 110 milhões. O pagamento deverá ser feito ao longo de dez anos.

Os advogados dos executivos do J&F rechaçaram imediatamente a proposta e fizeram uma contraproposta para que não ficassem presos nem mesmo por um dia.

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