23 de maio de 2017 • 2:20 pm

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Janot diz que Aécio queria colocar ‘freio de arrumação’ na PF

Procurador pede que Fachin reconsidere decisão ou leve matéria para o pleno do STF

Por: Da Redação
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse no Supremo Tribunal Federal que o senador Aécio Neves (PSDB)  queria botar um “freio de arrumação na Polícia Federal”. Ele lançou o argumento na ação encaminhada ao pleno do STF pedindo as prisões do senador tucano e do deputado federal, Rodrigo Loures, ex-assessor especial do presidente Michel Temer.

Janot quer prender Aécio e Loures.

Ele destacou exatamente um trecho da conversa entre Aécio Neves e o delator Joesley Batista, quando o tucano diz que ao se referir a Federal o tucano diz que  “vê-se que a firmeza que se espera do Ministro da Justiça é no sentido de colocar um freio de arrumação na Policia Federal”.

Os pedidos de prisão de Aécio Neves, do deputado federal Rodrigo Loures (PMDB/PR) e de outras oito pessoas foram formulados pelo procurador-geral da República com base em material comprobatório apresentado por pessoas ligadas ao grupo J&F, bem como em apurações feitas por meio de ações controladas da Polícia Federal.

O agravo pede a reconsideração da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. E, em caso de negativa, requer que o recurso seja submetido, com urgência, ao Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Janot, a prisão é imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, diante do fatos gravíssimos imputados aos congressistas e do flagrante por crime inafiançável. Conforme destaca no pedido, as gravações ambientais e interceptações telefônicas demonstram que os parlamentares “vêm adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

O PGR lembra ainda que a prisão dos envolvidos em flagrante apenas não ocorreu anteriormente, no momento de recebimento das parcelas da propina, para que fossem coletadas provas mais robustas em relação aos fatos criminosos em curso.

“Nesse sentido é importante destacar que a ação controlada requerida no bojo da Ação Cautelar 4315 não objetivou apenas monitorar o pagamento da propina destinada ao senador Aécio Neves, mas também os repasses de valores espúrios ajustados entre Joesley Batista, o presidente da República, Michel Temer, e o deputado Rodrigo Loures”, afirma Janot.

Na ação cautelar, o PGR argumenta também que o senador e o deputado são pessoas poderosas e influentes, cuja liberdade pode levar ao “uso espúrio do poder político”. A condição de congressista, sustenta Janot, faz com que os investigados tenham influência sobre pessoas de poder, enquanto a condição de liberdade os “permite manter encontros indevidos em lugares inadequados”.

 

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