8 de junho de 2016 • 11:20 am

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Japonês da Federal é preso por corrupção na PF do Paraná

O japonês chegou a ser símbolo das manifestações contra o governo federal. Agora atrás das grades.

Por: Da Redação
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Conhecido por escoltar investigados da Operação Lava Jato, o agente da PF, Newton Ishii, o famoso japonês, foi preso pela própria Polícia Federal, nesta terça-feira, 07, por estar envolvido com a corrupção.

Ele está detido na superintendência da Polícia Federal em Curitiba –a mesma que abriga os presos da Lava Jato. A informação foi revelada pelo portal de notícias “G1”.

Japonês, o símbolo, preso por corrupção.

Japonês, o símbolo, preso por corrupção.

O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Em 2003, quando estava lotado na cidade, Ishii foi acusado de facilitação de contrabando, chegando a ser preso em uma operação denominada Sucuri. Embora esse caso provavelmente esteja relacionado com sua prisão, o motivo oficial não foi divulgado.

Ele também era investigado por suspeita de vazar informações sobre operações da PF. Em novembro, o policial foi apontado como responsável por vender informações sigilosas à imprensa pelo advogado do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, em gravação divulgada pelo filho de Cerveró, Bernado.

Ishii é chefe do Núcleo de Operações da Superintendência da PF do Paraná, e responde pela logística e escolta de presos para locais como o IML, penitenciárias e audiências na Justiça. Por aparecer com frequência ao lado dos presos da Lava Jato, se notabilizou como um dos “símbolos” da operação.

O agente já foi homenageado com marchinha e máscara de carnaval, boneco inflável e até conto erótico.

As aparições também fizeram com que ele fosse afastado das operações nas ruas desde o início do ano.

Em fevereiro ele fez uma visita ao Congresso Nacional, em Brasília, e tirou selfies com políticos como Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Na época, o japonês tinha planos de se lançar na política concorrendo a um cargo de deputado. Com filiação em negociação com alguns partidos, decidiu voltar atrás por problemas familiares e pressão da própria corporação, que se queixou que ele estava se expondo demais.

Sua prisão gerou piadas na internet, como esta montagem em que aparece sendo preso por ele mesmo.

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