6 de dezembro de 2016 • 7:51 am

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Jorge Viana, um pote cheio de mágoas, na presidência do Senado

O senador Jorge Viana (PT-AC) tem visão Repúblicana, mas seu partido foi traído por Temer.

Por: Marcelo Firmino
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A base aliada do governo está em polvorosa com a decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Mello no Senado. Ele afastou o senador Renan Calheiros (PMDB) da presidência da casa, quando o mandato já estava para se encerrar neste fim de ano, e no lugar do senador alagoano assumiu o Jorge Viana, do PT do Acre.

O governo tomou um susto. Não sabe se Marco Aurélio Mello fez isso para equilibrar a balança do Legislativo ou se por pura provocação.

Afinal, o governo tem a PEC dos Gastos, a Reforma da Previdência, entre outros atos polêmicos que passam, necessariamente, pela caneta do presidente do Senado. Quando não, passa pela boa vontade dele de apressar ou não as votações que interessam ao governo.

Imagine que Jorge Viana é do partido que sofreu as piores consequências políticas no País, graças a uma ação traiçoeira de Michel Temer. Então, o que será que vem por aí?

Não foi por outra razão que o líder do governo no Congresso, a excrescência chamada Romero Jucá, logo se apressou em dizer que “o senador Jorge Viana  é um homem íntegro, trabalhador e comprometido com o país. Se o Renan não presidir, não haverá diferença na condução no Senado”.

Quem conhece Jorge Viana sabe que ele o é tudo o que Jucá falou. Mas, isso vindo do pau mandado de Michel Temer passa a ter valor de zero à esquerda.

Jucá não esconde suas intenções, seus interesses no jogo espúrio que, normalmente, faz no cargo que ocupa na tarefa de tirar o melhor proveito político para si e os seus.

Viana é um homem de visão republicana. Mas, é também um pote cheio de mágoas.

Pelo tempo curto que tem pode não fazer nada. E em não fazendo já atrapalha.

 

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