5 de outubro de 2016 • 4:07 pm

Política

Juiz de Marechal Deodoro será investigado por suspeita de integrar organização criminosa

Conselheiro do CNJ diz que denúncia traz suspeita de organização criminosa voltada à prática, em princípio, do crime de exploração de prestígio.

Por: Da Redação com Assessoria
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Relações do juiz Léo Denissonccom prefeito de Marechal, Cristiano Matheus, será investigada pelo CNJ

Relações do juiz Léo Denisson com o prefeito de Marechal Deodro, Cristiano Matheus, será investigada pelo CNJ. Foto: Ascom/CGJ

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O juiz Leo Denisson Bezerra de Almeida, da Comarca de Marechal Deodoro, foi afastado do cargo e teve suspesas as vantagens decorrentes do cargo. A decisão, unânime, é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, acusado de infrações disciplinares, como a solicitação de vantagem indevida na ordem de R$ 200 mil para decidir pela soltura de preso, e de recebimento de pagamento mensal em torno de R$ 50 mil para atuar em favor do prefeito de Marechal, Christiano Matheus.

A decisão ocorreu durante a 30ª Sessão Extraordinária do Conselho, realizada nesta terça-feira (4/10), no julgamento da Reclamação Disciplinar 0002655-47.2015.2.00.0000 movida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A então corregedora ministra Nancy Andrighi, relatora do caso à época, propôs a instauração do processo contra Lé Denisson.

Depois de ter vista dos autos, o conselheiro Emmanoel Campelo averbou seu voto no mesmo sentido da relatora. “Analisando a documentação acostada, verifiquei que consta a suspeita de uma possível organização criminosa na Comarca de Marechal Deodoro, composta por advogados e funcionários públicos, voltada à prática, em princípio, do crime de exploração de prestígio. Entendo que se revela prudente uma apuração rigorosa dos elementos probatórios”, disse.

Unanimidade – A decisão foi acompanhada por unanimidade pelos demais conselheiros, que seguiram a relatora também quanto ao afastamento do magistrado de suas funções, até a decisão final do PAD, com a suspensão das vantagens decorrentes do cargo, ressalvado o auxílio-moradia.

Em seu voto, a presidente Cármen Lúcia frisou que, especificamente neste caso, como não participou dos debates anteriores, acompanharia a questão do afastamento com a suspensão de todas as vantagens, inclusive parcelas. “Eu me reservo no direito de trazer para cá exatamente o que significa a natureza de cada uma dessas vantagens. Repensarei a posição deste plenário quanto ao auxílio-moradia ter caráter indenizatório”, afirmou.

Com Assessoria da Corregedoria Nacional de Justiça

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