11 de Janeiro de 2018 • 8:06 am

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Justiça mantem suspensa posse de Cristiane Brasil em Ministério

Roberto Jefferson, pai da deputada, diz que PTB manterá indicação da filha para a pasta do governo Temer

Por: Da Redação
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O juiz substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) Vladimir Vitovsky negou, na noite desta quarta-feira (10) os pedidos apresentados pela defesa da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e pela Advocacia-Geral da União (AGU), para suspender os efeitos da liminar do juiz titular em exercício da 4ª Vara Federal em Niterói, no Rio de Janeiro, Leonardo da Costa Couceiro, que impediu a posse da parlamentar como ministra do Trabalho.

A liminar de primeira instância foi concedida na segunda-feira (8) em resposta a uma ação popular do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes. O mérito da ação popular ainda será julgado pela primeira instância. O relator do processo é o desembargador federal Sergio Schwaitzer, da 7ª Turma Especializada do TRF2.

Na decisão de hoje, o juiz Vladimir Vitovsky destaca que a liminar “não tem o condão de acarretar risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação. Outrossim, é prematuro afirmar estar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. Com efeito, a competência do presidente [Michel Temer] para escolher e indicar seus ministros é matéria eminentemente de mérito”, diz Vitovsky.  O juiz ressalta ainda que não há motivos suspender a liminar, para permitir a posse, antes de uma decisão do mérito da questão pela 1ª Instância.

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse nesta quinta-feira (11) que o partido manterá a indicação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho.

A razão é simples: Jefferson é dono do PTB e o partido tem 20 votos no Congresso Nacional que são fundamentais para fortalecer a bancada do governo. Temer precisa desse votos para Reforma da Previdência. Se ele não nomear Cristiane Brasil, o pai da moça manda a bancada votar contra o governo.

A deputada foi condenada a pagar R$ 60 mil a um de seus motoristas e fez acordo com outro profissional, pagando R$ 14 mil para evitar uma condenação. Além disso, parte de sua verba como deputada teria desviada para a tia da Chefe de Gabinete.

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