16 de fevereiro de 2016 • 3:00 pm

Brasil

Justiça quebra sigilos de tucanos flagrados na máfia da merenda escolar em São Paulo

Assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa paulista, também do PSDB estão envolvidos.

Por: Da Redação
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

A Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira, 16, a quebra de sigilo fiscal e bancário do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), e de dois ex-assessores do governo de Geraldo Alckmin – Luiz Roberto dos Santos, ex-chefe de gabinete da Casa Civil, e Fernando Padula, ex-chefe de gabinete da secretaria da Educação. Os três são citado nas investigação da Operação Alba Branca, que apura um esquema de fraude na merenda escolar, em São Paulo, que envolve o desvio de mais de R$ 280 milhões só em notas frias.

Fernando Capez nega a participação no esquema e afirma que todos os documentos solicitados pelo Ministério Público foram entregues na segunda-feira (15) à Justiça. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo afirma ainda, por meio de sua assessoria, que entregou as cinco últimas declarações do imposto de renda no dia 1º de fevereiro e os extratos bancários de 2014 e 2015 no dia 12. Capez acrescenta que a investigação sobre a máfia da merenda foi pedida por ele e que reiterou o pedido para ser ouvido com urgência.

Por sua vez, Fernando Padula afirma que ainda não foi notificado e que não existe nenhuma acusação no nome dele.

Já a defesa de Luiz Roberto dos Santos, conhecido como “Moita”, afirma que já havia colocado à disposição todos o sigilos bancários, telefônicos e fiscais, quando foi ouvido na corregedoria da administração.

O esquema envolvendo fraude na merenda escolar veio à tona durante a Operação Alba Branca, em janeiro, quando seis pessoas, entre funcionários e dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), foram presas em Bebedouro investigadas por envolvimento na fraude.

O nome de Capez apareceu na investigação após ser citado por um dos assessores de seu gabinete na Assembleia, Jeter Rodrigues Pereira, em uma interceptação telefônica feita pela Polícia Civil. Moita e Padula são apontados por delatores da máfia da merenda como contatos do esquema da Coaf dentro do governo paulista. Interceptações telefônicas mostram o lobista Marcel Ferreira Julio negociando, em dezembro, com Moita.

Deixe o seu comentário