15 de março de 2017 • 7:58 pm

Brasil

Lambança do Ministro da Saúde de Temer choca o País: crianças são vítimas

Ministro campeão das gafes apronta mais uma: agora contra as crianças

Por: Da Redação
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Campeão das gafes no governo Michel Temer, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, cometeu mais uma de suas lambanças nesta quarta-feira 15.

Uma semana depois do discurso machista de Temer no Dia Internacional da Mulher, quando o peemedebista disse que o papel da mulher na sociedade é ir ao supermercado, cuidar da criação dos filhos e dos afazeres domésticos, o ministro Ricardo Barros associou a obesidade infantil ao fato de as crianças não poderem descascar os alimentos “com as mães”.

Ministro Barros: só gafes até agora.

“É preciso qualificar essas crianças para manipular os alimentos. Muitas delas não ficam em casa com as mães e não têm oportunidade de aprender a descascar os alimentos”, disse, sem fazer qualquer referência à figura paterna.

Em seguida ele também afirmou que, como as mães não ficam em casa, crianças não têm oportunidade de acompanhá-las nas tarefas diárias, como ocorria no passado.

“Hoje as mães não ficam em casa, e as crianças não têm oportunidade, como tinham antigamente, de acompanhar a mãe nas tarefas diárias de preparação dos alimentos. E vai ficando cada vez mais distante a capacidade de pegar um alimento natural e saber consumi-lo”, disse ainda, sempre só se lembrando da mãe.

As declarações foram feitas durante fala do ministro sobre parceria com o Ministério da Educação para ensinar hábitos saudáveis para crianças e incentivar o consumo de alimentos in natura no lugar dos processados.

Quem é ele  – Ricardo Barros é o primeiro ministro da Saúde sem formação na área desde 2003. Chegou ao cargo pelas mãos de Michel Temer, após indicação do PP. Apesar de pouco conhecido fora do Paraná, seu estado natal, ele começou a ganhar rapidamente espaço nas manchetes de jornais pelo País por conta das dezenas de gafes colecionadas em três meses à frente da pasta.

Mas o despreparo do ministro, engenheiro civil de formação, parece ser só um alerta do mal maior que pode representar para a saúde pública brasileira.  Barros tem feito de tudo para levar à frente a proposta de criação de planos de saúde populares, agora definidos “acessíveis”. No fundo, o interesse dele é defender a iniciativa privada e nunca a saúde pública.

 

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