5 de agosto de 2016 • 11:41 am

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Laudos do IMA mostram que população de Murici consome água contaminada

Defensoria Pública diz que situação é de caos e ajuíza ação contra a Casal

Por: Da Redação com Assessoria
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Ilustração

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Primeiro vieram  as reclamações da comunidade. Depois, o laudo confirmativo do Instituto do Meio Ambiente (IMA). A água fornecida pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) à população de Murici é de péssima qualidade e imprópria para o consumo humano.

De acordo o resultado dos exames laboratoriais solicitados ao IMA pela Defensoria Pública de Alagoas, a água bruta, colhida do Rio Cachoeira, apresentou altos níveis de coliformes fecais e possui características de esgoto. Já a água tratada pela Casal, de acordo com amostras colhidas nas torneiras de saída da Estação de Tratamento (ETA/Casal) e da cozinha da Creche Extensão Madre Leone,  apresentaram coliformes totais, ferro total e turbidez acima dos valores máximos permitidos pelo Ministério da Saúde, informa a Defensoria.

“O laudo técnico, minuciosamente elaborado pelo IMA/AL, nos trouxe relevantes considerações a respeito da qualidade da água ofertada pela Casal a uma boa parte das residências de Murici, pois concluiu que realmente a população local estava com a razão acerca da péssima qualidade da água fornecida, aliás, absolutamente inviável para o consumo humano”, destaca o Defensor Público Isaac Vinícius Costa Souto.

Com base nesses laudos, ele ajuizou ação civil pública contra a Companhia de  Saneamento exigindo que ela passe a ofertar água de qualidade para consumo humano no município de Murici. Para o defensor, a situação de abastecimento é caótica, principalmente nos conjuntos habitacionais Pedro Tenório Raposo, Olavo Calheiros I e II, e outras localidades da parte alta da cidade.

Há relatos de moradores, segundo Defensoria, de que baixa qualidade da água tem provocado problemas econômicos e de saúde, já que muitas famílias precisam comprar água mineral para o consumo humano e cozimento de alimentos, e aquelas que não dispõem de condições financeiras acabam consumindo a água contaminada, expondo-se ao risco de contrair doenças.

VERSÃO DA CASAL

A diretoria da Casal informou que ainda não foi comunicada pela Justiça sobre a ação movida pela Defensoria Pública Estadual.
 
Por meio de nota, explicou que, antes dessa ação “e cumprindo seu papel de universalização do saneamento básico (água e esgoto) com qualidade”, a Casal já havia iniciado processo de diagnóstico sobre como está esse serviço atualmente em Murici.
 
E que esse diagnóstico, que ainda está em andamento, vai apontar os principais problemas – tanto pontuais quanto estruturais – e, a partir daí, será elaborado um projeto para recuperação e melhoria do saneamento da cidade. “Com esse projeto, a companhia fará uma licitação para implementar todas as melhorias que a cidade precisa na área do saneamento básico (água e esgoto), inclusive na Estação de Tratamento de Água (ETA)”, destaca a nota.
 
Quanto à turbidez apontada pela Defensoria Pública Estadual e pelo IMA, segundo a Casal, ela acontece principalmente durante o período de chuvas. “A ETA que faz o tratamento não consegue, assim, retirar toda a turbidez da água. Já em relação aos índices de coliformes e demais indicadores, a Casal realiza periodicamente esse tipo de análise, que comprova que a água está dentro da norma do Ministério da Saúde”, diz a nota.

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