14 de julho de 2015 • 9:02 am

Brasil

Lava Jato chega à TV Gazeta. Mais uma pancada contra Fernando Collor

Senador é acusado pelo MPF e Polícia Federal de ter se beneficiado com R$ 20 milhões no esquema da Petrobrás. Mandados de busca vasculham veículos da Organização Arnon de Mello.

Por: Da Redação
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Muito mais problemático do que se imagina é o envolvimento do senador Fernando Collor (PTB) com o escândalo da Petrobrás. Não foi por outra razão que em uma nova etapa da Lava Jato, a Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nesta terça-feira,14, em Maceió na casa de um filho de Collor e na residência do próprio senador, à beira mar de Jatiúca. Buscas e apreensões também foram determinadas para residência do diretor executivo da Organização Arnon de Mello, Luiz Amorim, no condomínio ômega, no Aldebaran.

A PF também mandou seus agentes para o prédio da TV Gazeta, emissora afiliada da TV Globo. Um pente fino foi determinado nos veículos de comuncação da Organização Arnon de Mello.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, também foram alvo da ação.

No total, são 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (12), e nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Eles foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal dentro de seis processos instaurados a partir de provas obtidas na operação Lava Jato. Um dos processos é para investigar o senador Fernando Collor, suspeito de ter recebido dinheiro de propina de esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo a  Agência Brasil, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje, 14,  53 mandados de busca e apreensão, na Operação Politeia. Os mandados são referentes a seis processos instaurados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato e estão sendo cumpridos em seis unidades da Federação: Bahia, Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

Eles foram expedidos pelos ministros do STF Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. A PF informou que as buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

O objetivo é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados. Eles respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.

O nome da operação, Politeia, vem do livro A República, de Platão, que faz referência a uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção.

1 Comentário

  1. Armando disse:

    falta divulgar os nomes dos 5 outros!!!?????

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