17 de agosto de 2015 • 6:58 am

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A lavagem da calçada de Renan: um instante de constrangimento

A manifestação do domingo teve seu ponto alto em frente do apartamento do senador Renan Calheiros.

Por: Marcelo Firmino
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A lavagem do Tartana. na Ponta Verde.

A lavagem do Tartana. na Ponta Verde.

A manifestação do domingo contra o governo Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores na orla de Maceió teve um momento apoteótico, que se constituiu em puro constrangimento. Não para os manifestantes, mas para os moradores do edificio Tartana, em plena praia de Ponta Verde.

No sétimo andar do edificio fica o apartamento do senador Renan Calheiros, que foi xingado com todos e possiveis adjetivos de baixo calão que tinham no vocabulário os manifestantes.

A passeata parou em frente ao prédio. Houve discursos, além dos xingamentos, e musiquinhas satirizantes com refrões semelhantes aos das torcidas organizadas quando querem xingar juízes de futebol ou os torcedores rivais.

Mas, além disso, os organizadores do movimento chegaram preparados ao edificio Tartana. Com vassouras, baldes de água, cloro, desinfetantes, escovões e rodos eles fizeram a lavagem da calçada do prédio, deixando claro que estavam desinfetando a sujeira deixada pelo senador.

Constrangeu. Da beira mar dava para perceber que havia movimentação no apartamento do senador Renan Calheiros, mas não se tinha informações da presença dele em Maceió.

Do ponto de vista de visibilidade e atitudes para extravasar as contrariedades com o momento político vivido pelo País, os manifestantes sairam satisfeitos com o êxito da manifestação.

Graças a velha e boa democracia.

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