22 de abril de 2017 • 8:09 pm

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Lêberdade, liberdade: Projeto de leitura prevê remição de penas nas cadeias

Ação envolve o Poder Judiciário de Alagoas, Governo do EStado, por meio das secretarias da Educação e da Ressocialização, e a Universidade Federal de Alagoas

Por: Fátima Almeida
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Fotos realizadas durante o lançamento do Projeto Lêberdade (Ascom Ufal)

Que a leitura abre novos horizontes, todo mundo já sabe. Que ela faz nascer perspectivas, sonhos e planos de vida, também. Pois é estimulando e desenvolvendo o hábito de leitura dentro do sistema prisional de Alagoas, que o Projeto Lêberdade, lançado esta semana, no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pretende proporcionar a reintegração social e a remição de pena para presos condenados do sistema prisional de Alagoas.

O projeto envolve o Poder Judiciário, representado pelos juízes Braga Neto (da Vara de Execuções Penais) e Maurício Brêda (auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas); o Governo do Estado, por meio das secretarias da Educação (Seduc) e da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e, principalmente os reeducandos, além da Ufal, responsável pela sua elaboração.

“Pelas apresentações realizadas, percebe-se o quanto há de envolvimento. A Ufal está de portas abertas, pois é preciso derrubar muros e aproximar a academia da sociedade”, afirmou o diretor da Editora da Universidade (Edufal), professor Osvaldo Maciel, que representou a reitora Valéria Correia, na solenidade de lançamento do projeto.

Sobre o Lêberdade

O projeto consiste em estimular a leitura e, por meio dela, a reinserção social. Para cada livro lido, o reeducando selecionado para participar, terá direito a quatro dias a menos na pena. Ele pode ler quanto livros quiser, mas para fins de remição da pena foi estabelecido o limite de um livro por mês.

De acordo com a gerente de Educação, Produção e Laborterapia da Seris, Andréa Rodrigues, o projeto será realizado em fases específicas, com acompanhamento das equipes técnicas multidisciplinares, desde a escolha do gênero literário a ser oferecido até o momento da verificação presencial da aprendizagem.

“Teremos uma comissão para definir quais os títulos que poderão ser lidos, outra equipe para realizar a seleção do reeducando, além de uma operacional, responsável por estabelecer o prazo para término da leitura, avaliar a produção escrita e arguição oral”, explicou ela, esclarecendo que, para obter o benefício por meio do Lêberdade, o reeducando deve apresentar as condições de condenado do regime fechado, ser voluntário e saber ler e escrever.

É um caminho…

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