22 de setembro de 2016 • 1:10 am

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Legado da tragédia: Local onde morreu ator da Globo agora está sinalizado

Em homenagem no 7º dia de falecimento de Domingos Montagner, Prainha se apresenta sinalizada sobre os perigos do rio

Por: Fátima Almeida
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sinalizacao sinalizacao1 sinalizacao3Sete dias após a morte do ator Domingos Montagner, afogado nas águas do Velho Chico, entre os municípios de Piranhas (AL) e Canindé do São Francisco (SE), artistas, salva-vidas, mergulhadores (inclusive os bombeiros que participaram das buscas ao corpo do ator), pescadores e moradores da região se reuniram para prestar uma homenagem ao interprete do personagem Santo dos Anjos, da novela da Rede Globo, gravada às margens do São Francisco.

Um ato simbólico – ecumênico, artístico, cultural e diverso, como a diversidade cultural do artista. No mesmo espaço onde Montagner passou as últimas horas de sua vida, diante do Rio São Francisco, foi celebrado um ato religioso; houve manifestações culturais; tudo regado de carinho e lágrimas de saudades de fãs e colegas de profissão, mas, principalmente marcado pelo respeito à vida.

Sim. A Prainha no local onde o artista mergulhou e foi tragado pelas águas, por falta de conhecimento sobre a força da correnteza, as armadilhas dos redemoinhos e o perigo do Velho Chico, agora está sinalizada com placas de alerta sobre o perigo da correnteza; boias delimitando a área de segurança, salva-vidas e até lanchas de apoio em ações de salvamento.

Bem como manda o figurino e como deveria ser desde sempre, em se tratando de uma área perigosa, frequentada por nativos e principalmente turistas que, assim como Domingos Montagner e Camila Pitanga (que mergulhou com ele mas conseguiu se salvar), desconhecem a força que se move por baixo da aparente calmaria da superfície do rio.

Domingos morreu a pouca distância da faixa de areia – cerca de 300 metros – e foi encontrado a mais e 18 metros de profundidade, ali mesmo, no local do acidente, uma área de fácil acesso.

Que pena que tenha sido necessária uma tragédia dessa dimensão para que fossem adotadas providências que desde sempre se faziam necessárias; que pena que tenha custado uma vida a demora na implantação do tal projeto de segurança anunciado pela prefeitura de Canindé.

Morreu o artista, o homem, o visitante o banhista. Poderia ter sido qualquer um. A sinalização, que agora avisa sobre a área de perigo, ficou como legado da lição aprendida na dor irremediável da morte que poderia ter sido evitada.

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