6 de maio de 2017 • 11:21 am

Política

Lessa: Temer é um mentiroso e vai deixar governo como um ‘desgraçado’

Mendes de Barros e Ronaldo Lessa debateram em programa do CREA sobre uma nova Assembleia Constituinte

Por: Da Redação
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O deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) disse nesta sexta-feira, 06, que Michel Temer (PMDB) vai deixar o governo como “desgraçado”, por que é um “mentiroso”. Segundo o parlamentar, ele mente o tempo todo sobre as reformas trabalhista e da previdência, por que quer tocá-las de “afogadilho”.

Programa de entrevista no Crea

Lessa e o advogado e ex-procurador geral da Assembleia Legislativa, Luiz Gonzaga

Mendes de Barros e Ronaldo Lessa com Marcelo Firmino.

Mendes de Barros, participaram do programa de entrevistas “Papo no Mirante”, do Conselho Regional de Engenharia de Alagoas (CREA), apresentado pelo jornalista Marcelo Firmino, do eassim.net.

O deputado é autor da PEC 312, que tramita na Câmara dos Deputados, propondo uma Assembleia Nacional Constituinte já em 2018. O jurista Mendes de Barros é o  idealizador e autor do texto da PEC, ora em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Ambos entendem que diante da crise política que tomou conta do País, do desrespeito as leis e da confusão moral que envolve as instituições e os poderes no Brasil, uma nova Constituição colocaria o País nos eixos. Os dois, no entanto, divergiram no debate em relação ao ex-presidente Lula e ao juiz Sérgio Moro.

Para Mendes, Moro é um juiz que compre missão fundamental no País prendendo corruptos, enquanto considera Lula um verdadeiro demônio. Lessa, ao discordar, diz que Moro se excede enquanto julgador, comete erros e exageros, assim como o fazem os membros do Ministério Público. Para eles, todos deixaram as leis de lado para fazer política dentro das instituições. Sobre Lula disse que ele traiu o legado das esquerdas no País, mas fez um governo grande governo, sobretudo no campo social, trabalhando pelas regiões mais pobres.

Temer – Mas, foi quando falou de Michel Temer que Ronaldo Lessa elevou o tom. Disse que ele não tem autoridade, dentro de um governo provisório, para fazer as reformas trabalhista e da previdência. “Trata-se de um governo ilegítimo”, destacou.

Para Lessa, o que Temer está fazendo é um crime. “A previdência precisa ser revisada, mas não se pode agir de forma criminosa, de afogadilho”, reagiu. Disse ainda que é fundamental aperfeiçoar a legislação trabalhista para dar mais garantias ao empregado e ao empregador, “mas não precarizar as relações de trabalho e dizer que vai gerar mais emprego é uma mentira. O que pode acontecer é que com o salário que pagava dois trabalhadores ele vai pagar três, em função da precarização”.

Já o jurista Mendes de Barros disse que Michel Temer está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julga o mandato da chapa Dilma-Temer. Para Mendes, se a corte atuar com isenção e senso verdadeiro de justiça Temer não fica só dia no cargo, após o julgamento, devendo ser cassado. O quadro no país, para ele, é de completa desmoralização e por isso é necessário uma nova constituição da República.

 

 

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