11 de setembro de 2016 • 10:28 pm

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Levantamento de O Globo aponta cassação de Cunha nesta segunda-feira

Placar já aponta 300 votos a favor; são necessários 257. Da bancada alagoana, apenas Arthur Lira disse que vai votar ‘não’. Cinco confirmam o sim e três deverão se ausentar.

Por: Fátima Almeida
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Pelo menos 300 deputados deverão dizer sim à cassação do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), na votação marcada para esta segunda-feira (12), a partir das 9h, no plenário. É o que mostra uma enquete realizada pelo jornal O Globo.

Da bancada alagoana, apenas um deputado – Arthur Lira (PP) – disse que vai votar contra a cassação de Eduardo Cunha.

Marx Beltrão (PMDB), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Val Amélio (PRTB) não responderam à enquete. Givaldo Carimbão (PHS), João Henrique Caldas (PSB), Paulão (PT), Pedro Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT) disseram que vão votar sim.

Para que a cassação se consolide são necessários 257 votos. A enquete realizada pelo O Globo perguntou aos 512 deputados como votarão. Apenas quatro parlamentares disseram que vão votar contra; 181 preferiram não responder e 26 admitiram que deverão se ausentar da sessão.

Ausentar-se pode ser uma forma velada de apoio ao deputado, que entre as manobras para se livrar da cassação, tem apostado no esvaziamento da sessão para adiar o fim do processo. Há notícias de que ele mesmo tem pedido a alguns parlamentares que se ausentem do plenário ou que se abstenham de votar.

Mas o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou que faltas serão descontadas. E vai disse que vai negar ‘questões de ordem’ – artifício geralmente utilizado protelar decisões polêmicas.

Entre as manobras de Cunha para tentar atrasar a conclusão do processo de sua cassação, consta seu ‘sumiço’ esta semana, de forma que a Secretaria Geral da Câmara só conseguiu notificá-lo sobre a realização da sessão desta segunda-feira, por meio do Diário Oficial da União, na última quinta-feira, dia 8.

Os últimos três dias Eduardo Cunha tem se dedicado pessoalmente a tentativas diversas para se livrar da cassação. Seja no corpo a corpo em busca de voto entre os colegas – por meio de carta, mensagem de celular e telefonemas; seja por meio de recursos jurídicos tentando suspender a sessão, abrandar as penas ou buscar saídas alternativas; seja cobrando a conta de favores prestados a aliados políticos na sua fase de pleno poder.

Mas a pressão popular tem sido mais forte. E até mesmo o apoio do Palácio do Planalto, onde está o antigo aliado Michel Temer, arrefeceu nos últimos dias. E a tendência é de que o placar da desvantagem só aumente nas próximas horas.

Cunha é acusado de quebra de decoro parlamentar, recebimento de propina e omissão de titularidade de contas bancárias no exterior. Responde também outros processos, no Supremo Tribunal Federal.

(Com informações de O Globo e EBC)

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