27 de abril de 2015 • 2:18 pm

Maceió

Lojistas podem cobrar do WalMart prejuízos gerados por interdição

Fechado há quase uma semana, o Hiperbompreço da Gruta continua gerando prejuízo para os lojistas. Na manhã desta segunda-feira (27), trabalhadores que dependem da reabertura do empreendimento realizaram um protesto…

Por: Vinicius Firmino
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Lojistas admitem cobrar do grupo WalMart os prejuízos gerados pela interdição. (Crédito: João Urtiga)

Lojistas admitem cobrar do grupo WalMart os prejuízos gerados pela interdição. (Crédito: João Urtiga)

Fechado há quase uma semana, o Hiperbompreço da Gruta continua gerando prejuízo para os lojistas. Na manhã desta segunda-feira (27), trabalhadores que dependem da reabertura do empreendimento realizaram um protesto no estacionamento do estabelecimento, reivindicando solução para o impasse. Sem perspectiva de voltar a funcionar, a entidade que representa aqueles empresários admite cobrar do grupo WalMart, proprietário do Bompreço, os prejuízos gerados pela interdição.

Cobrar lucro cessante é uma das alternativas analisadas. “Não temos perspectivas de quando as lojas poderão reabrir, pois tudo depende do WalMart, que precisa nos dar uma resposta”, disse o presidente da Associação dos Lojistas do Hiperbompreço, empresário Enaldo Itamirense.

Enquanto isso, as despesas se avolumam, ressalta Itamirense. A insatisfação é também pela falta de informação oficial, já que até agora nenhum representante do WalMart procurou a associação para informar quais medidas foram adotadas para cumprir as exigências que permitirão a reabertura do hipermercado.

Após todo esse tempo sem informação, os lojistas decidiram as medidas cabíveis no sentido de evitar serem obrigados a arcar com os prejuízos da interdição. Desconto na taxa de condomínio durante os dias parados está entre as alternativas analisadas.

Entenda o caso

O Hiperbompreço da Gruta foi lacrado após inspeção feita pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), que constatou o lançamento de esgoto em área de proteção permanente situada em um condomínio nas proximidades. Além da interdição, que chega hoje ao 6º dia, o órgão ambiental aplicou multa de R$ 70 mil, e exigiu a solução do problema.

Segundo a Sempma, o sistema de tratamento de esgoto do hipermercado está parado desde 2011 e todos os dejetos estão sendo depositados na Área de Proteção Permanente do Jardim do Horto.

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