5 de novembro de 2015 • 8:34 pm

Brasil

Lula diz que não teme ser preso por que nunca teve nem conversa ilicita

Ele disse que os instrumentos de transparência no País foram criados no governo do PT

Por: Da Redação
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O ex-presidente Lula garantiu nesta quinta-feira, 05, em rede nacional, não ter preocupação com investigações como a Operação Lava Jato, que descobriu esquema de corrupção na Petrobras, e a Operação Zelotes, que apura a venda de sentenças sobre multas aplicadas pela Receita Federal.

Em entrevista ao Jornal do SBT, o cacique petista falou por cerca de meia hora e, além das ações da Polícia Federal, que já avançam sobre seus familiares, comentou a situação político-econômica, fez rápida menção aos equívocos do governo Dilma Rousseff e lançou críticas ao antecessor no Planalto, o tucano Fernando Henrique Cardoso.

A fala de Lula sobre as operações da PF foi registrada quando o jornalista Kennedy Alencar, que conduziu a entrevista, quis saber se Lula se considera alvo de perseguição. O ex-presidente então negou que aja como “vítima” da situação e aproveitou para negar ter feito qualquer tipo de interferência nas investigações.

Não temo. Eu não temo ser preso porque eu duvido que tenha alguém neste país, do pior inimigo meu ao melhor amigo meu, qualquer empresário, pequeno ou grande, que diga que um dia teve uma conversa ilícita comigo. Duvido. Então, eu tenho a minha consciência tranquila. Eu acho que é um problema político”, comentou o petista, em conversa gravada na manhã desta quinta-feira em São Paulo.

Lula não se esquivou das perguntas de Kennedy a respeito do avanço de investigações sobre um de seus ministros – o então secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho – e de seu próprio filho, o caçula Luis Claudio Lula da Silva. O entrevistador quis saber se Lula, na possibilidade de ser atingido “direta ou indiretamente”, considera haver em curso uma ofensiva de natureza política sobre si mesmo e sua família.

“Eu acho que essas coisas são coisas normais de um país democrático. E, para ser honesto e para explicar para o nosso telespectador, é um ato normal, resultado de 12 anos de governo que permitiu que fossem criados todos os instrumentos de transparência neste país. E de modernização de todo o sistema de investigação neste país”, declarou o petista, aproveitando para alfinetar o antecessor. “Isso não é coisa de uma república qualquer – 15 anos atrás, não acontecia isso. Isso é uma coisa nova. Uma coisa que, daqui a alguns anos, a história vai mostrar”, acrescentou.

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