5 de março de 2016 • 10:42 pm

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Luxo e gastança desenfreada: as revelações da nova denúncia contra Eduardo Cunha

Em pouco mais de uma semana, no início de 2013, deputado gastou cerca de R$ 170 mil em restaurantes e lojas de grife, no exterior. O equivalente a 10 vezes o salário de um parlamentar da Câmara, na época.

Por: Fátima Almeida
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Uma afronta em cima da outra, na vida do pobre povo brasileiro, que vê o poder político – por sinal, muito bem pago – submergir, cada dia mais, num lamaçal de corrupção. Agora com a revelação da inacreditável e desenfreda gastança promovida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em suas viagens ao exterior. Os elementos integram a nova denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal, segundo informou, com detalhes, o jornal “o Estadão”.

Pasmem!! Cerca de R$ 170 mil em gastos no cartão de crédito, para cobrir despesas com hospedagem, restaurantes e comprinhas no exterior, em pouco mais de uma semana, no começo de 2013. O gasto, efetuado em apenas 9 dias, foi equivalente a quase 10 vezes o salário mensal de um deputado federal, que na época era R$ 17,7 mil.

Vou resistir a tentação de comparar com o salário mínimo da época (menos de R$ 700), porque a comparação, neste caso, seria inócua.

Na verdade, a história da gastança correndo  frouxa nas mãos do ainda poderoso Eduardo Cunha, não se resume a essa viagem de 9 dias. Muitas aconteceram, com a mesma fartura, o mesmo luxo, o mesmo acinte. Em fevereiro do ano passado, já eleito presidente da Câmara, por exemplo, ele deixou um rastro de despesas durante 5 dias que esteve em Paris, que inclui mais de 3 mil dólares em restarantes; mais de US$ 8 mil numa loja de roupas masculinas; e quase US$ 16 mil num hotel, segundo revelou o Estadão, em reportagem publicada neste sábado.
A matéria diz que, num documento de mais de 100 páginas, em que o procurador-geral Rodrigo Janot acusa Eduardo Cunha pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade eleitoral, é mostrado com detalhes, com base na quebra de sigilo do cartão de crédito do deputado, um fantástico rastro de despesas deixado por onde ele passou –  despesas que Janot considera incompatíveis com o patrimônio lícito e declarado do deputado denunciado na Operação Lava a Jato.
Imagina o nó e a indignação na alma do pobre trabalhador brasileiro – aquele pacato cidadão comum – que mal consegue explicar o milagre de sobreviver com um salário mínimo de R$ 880!!!
Eita Brasil das desigualdades imorais!!!
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