14 de Março de 2016 • 7:29 am

Política

Manifestações do domingo dão novo impulso para o impeachment de Dilma

O processo de cassação também se amplia com o afastamento do PMDB do governo

Por: Da Redação
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As vozes dos milhões de manifestantes que saíram às ruas para protestar contra a presidente Dilma e o PT, neste domingo,13, mudam o panorâmica político doPaís e tendem influenciar o fortemente o comportamento do  Congresso Nacional ao longo desta semana.

As multidões que saíram às ruas em cada tornaram-se o diferencial do processo. Era exatamente o combustível que a oposição precisava para acelerar o impeachment de Dilma Rousseff.

Manifestação na orla de Maceió

Manifestação na orla de Maceió

O caminho deve ser aberto na próxima quarta-feira, 16, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar os recursos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra o rito de tramitação do processo contra Dilma, definido pela própria corte em dezembro.

O peemedebista aguarda a palavra final dos ministros para determinar a instalação da comissão que analisará se a petista cometeu crime de responsabilidade. O colegiado, segundo ele, poderá ser instalado já na próxima quinta-feira.Cunha, no entanto, é um dos processados na Lava jato e tem impedido que um processo de cassação do seu próprio mandato evolua na comissão de ética da Câmara.

Ele, os dissidentes e a oposição cobram o reconhecimento da composição aprovada pelo Plenário ainda no ano passado. O governo deposita as esperanças na manutenção da decisão do STF, que determinou que seja realizada nova eleição, em votação aberta. “Vai depender do que o Supremo decidir. Eu quero dizer que o processo voltará ao curso da continuidade, cumprindo a decisão do Supremo”, diz o presidente da Câmara.

PMDB em retirada – O problema é que o Palácio do Planalto já sabe, agora, que dificilmente poderá contar com o apoio do PMDB, dono da maior bancada no Congresso e sempre dividido entre as alas governista e oposicionista.

Na convenção do último sábado passado, os peemedebistas deram uma espécie de “aviso prévio” de 30 dias a Dilma. Um acordo costurado com o vice-presidente Michel Temer, reeleito presidente da sigla, prevê que o PMDB se reunirá em um mês para decidir se entrega os seis ministérios que ocupa e outros cargos no Executivo federal para se desligar do governo.“Fora, Dilma” e “fora, PT” foram as palavras de ordem mais repetidas no encontro do partido em Brasília no sábado (12).

Principal aliado de Dilma no PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), demonstra que não fará maiores esforços pela permanência da petista no cargo. Nas últimas semanas, o senador deixou de lado as divergências internas, reaproximou-se de Temer, seu maior adversário dentro do partido, e estreitou laços com o PSDB. Os dois partidos falam em construir “ponte” e uma “saída” para a crise política – saída esta que pode ser a da própria presidente.

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