15 de novembro de 2015 • 10:57 am

Brasil

Manifestantes fazem protesto em Brasília com boneco de general do Exército exonerado

Saudosistas da ditadura militar na manifestação em Brasília

Por: Da Redação
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Um grupo que defende a intervenção militar levou neste domingo (15) para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, um boneco inflável para homenagear o general do Exército Antonio Mourão, exonerado do Comando Militar do Sul após fazer críticas ao governo Dilma. O boneco custou R$ 12 mil, recurso rateado entre defensores da intervenção militar, segundo o vendedor Emerson Araújo de Freitas, apontado como organizador do movimento.

Defensores do regime militar em Brasília.

Defensores do regime militar em Brasília.

Parte do grupo está acampada no gramado em frente ao Congresso, junto com outros militantes que apoiam apenas o impeachment da presidente Dilma, sem a intervenção dos militares.

Segundo Emerson, seu grupo defende, além da saída de Dilma, que a intervenção ocorra por nove meses. “A gente quer a intervenção já, para fazer uma limpa. Depois a gente começa a aplicar as pautas”, diz o vendedor. A “pauta” apoiada por eles inclui a volta do voto impresso, a liberação do porte de armas, o “livre comércio” e a implantação do imposto único e de medidas anticorrupção.

Exonerado do Comando Militar do Sul, Mourão, o general homenageado pelo grupo, foi remanejado para a Secretaria de Finanças do Exército. Em 17 de setembro, em uma palestra em Porto Alegre, o militar disse que “a maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a técnica de apresentar grandes ilusões”.

Ele comentou, ainda, a possibilidade de impeachment de Dilma na ocasião: “A mera substituição da PR [presidente da República] não trará mudança significativa no ‘status quo’”. “A vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”, completou.

No último dia 26, um general sob comando de Mourão promoveu uma homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto no dia 15. Ustra foi chefe do DOI-Codi e apontado como um dos principais torturadores do país.

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