29 de novembro de 2016 • 6:49 pm

Brasil

Manifestantes protestam em Brasilia contra PEC dos gastos

A maioria dos manifestantes é formada por estudantes ligados à UNE

Por: Da Redação
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Cerca de 10 mil manifestantes participaram, nesta terça-feira,29, em Brasília, de um protesto em frente ao Congresso contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55) do teto de gastos. Policiais chegaram a entrar em confronto com os manifestantes, atirando bombas de efeito moral.

Grupos de Black blocks na manifestação viraram dois carros

Grupos de Black blocks na manifestação viraram dois carros

A maioria do público é formada por estudantes ligados à UNE e a movimentos que ocuparam universidades e escolas públicas recentemente, mas também há indígenas e sindicalistas, entre outros grupos.

Além da PEC 55/16, apelidada por eles como “PEC da Morte”, os manifestantes entoam palavras de ordem contra o governo Temer e a medida provisória que reforma o ensino médio (MP 746/16) e a favor das demarcações de terras indígenas.

Alguns participantes do protesto chegaram a gritar “Ocupa o Congresso”, razão pela razão o policiamento ao redor do prédio foi reforçado. Houve incidentes entre manifestantes e policiais.

Estudantes chegaram a virar um carro estacionado na rampa próxima ao gramado. A Polícia Militar, por sua vez, reprimiu o ato com gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Após a Polícia Militar dispersar o protesto de estudantes que ocupavam o gramado em frente ao Congresso Nacional, os manifestante seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Museu Nacional. Durante o percurso, a polícia seguiu “empurrando” os manifestante em direção à Rodoviária de Brasília em uma tentativa de dispersar o grupo. Bombas de gás lacrimogênio foram disparadas.

Durante o percurso, os estudantes derrubaram banheiros químicos que estavam no trajeto e tentaram montar barricadas para bloquear a pista, que foram desmontadas pela polícia.  O trânsito no local ficou interrompido.  O carro de som que acompanhava o protesto pedia para a polícia que parasse de jogar bombas e que a manifestação pudesse permanecer em frente ao museu, de onde havia partido.

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