8 de setembro de 2016 • 7:51 am

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Manobra: Cunha se esconde e Câmara faz notificação pelo Diário Oficial da União

Parte dos peemedebistas analisa a alternativa de faltar à Câmara para derrubar a sessão por falta de quórum

Por: Da Redação
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Sem conseguir localizar o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara decidiu notificá-lo por meio do Diário Oficial da União, na edição desta quinta-feira (8), sobre o julgamento do processo de cassação de seu mandato, marcado para a próxima segunda (12).

Cunha: escondido

Cunha: escondido

Funcionários da Câmara tentaram três vezes, em três endereços diferentes, encontrar o peemedebista para entregar o documento em mãos. Mas não conseguiram encontrá-lo. Cunha pediu que a notificação seja entregue também pessoalmente a ele no apartamento funcional que ocupa em Brasília. Ele diz que não se recusou a ser notificado e que houve apenas um desencontro.

Na sexta, funcionários procuraram o peemedebista em seu apartamento funcional em Brasília. Na segunda, tentaram localizá-lo no imóvel novamente e nos dois endereços fornecidos por ele no Rio: a sua residência o seu escritório político. O ex-presidente da Câmara disse que não o procuraram nos locais onde estava e que, em momento algum, telefonaram para ele para combinar o horário do encontro.

Cunha afirmou que estava no Rio quando foi procurado em Brasília, e em São Paulo quando foram atrás dele na capital fluminense. Ele contou que estará no Rio nesta terça. “Ninguém me procurou, ninguém ligou”, disse Cunha ao Globo.

Quórum – Aliados do deputado afastado apostam em duas estratégias para evitar a cassação do colega, cuja cassação será votada pelo Plenário na próxima segunda-feira (12): esvaziar a sessão e, caso isso não seja possível, trocar a pena de perda de mandato pela suspensão temporária, de 90 dias ou até seis meses.

Segundo reportagem do Globo, parte dos peemedebistas analisa a alternativa de faltar à Câmara para tentar derrubar a sessão por falta de quórum e forçar o adiamento da votação para depois das eleições. Para cassar o mandato de Cunha, acusado de omitir a existência de contas no exterior em depoimento à CPI da Petrobras, são necessários 257 votos entre os 513 deputados.

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