1 de junho de 2015 • 11:44 am

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Marcha da Maconha: Gaspar bate palmas para pancadaria e OAB defende direito dos manifestantes

A marcha da maconha reuniu centenas de pessoas na orla de Maceió. Para o secretário de Defesa Social foi “uma zona”.

Por: Da Redação
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Sem títuloQuem será que tem razão? O Secretário de Segurança Alfredo Gaspar disse na imprensa que achou muito a boa ação policial que lascou o pau nos manifestantes da Marcha da Maconha em Maceió, por que, segundo ele, a orla estava uma zona. Já a OAB, seccional de Alagoas, considerou a intervenção da polícia como “desnecessária”.

A manifestação da Ordem se deu por meio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. O presidente da Comissão, Daniel Nunes, disse que o Bope deveria ter respeitado o direito da manifestação. Mas, cumprindo ordens superiores os militares baixaram a lenha e fizeram prisões. Dez pessoas foram presas e conduzidas à Central de Flagrantes. Testemunhas dizem que o confronto começou quando o ato já havia sido encerrado.

A presença da polícia foi reforçada para reprimir o consumo da droga e, em alguns momentos, o clima ficou tenso. Houve perseguição, tiros e correria na areia da praia, contra um grupo que, supostamente, estaria fumando maconha, próximo ao Posto Sete, onde a manifestação foi encerrada. Mais de 10 viatura da Polícia Militar, inclusive do Bope, chegaram ao local, juntando-se às que já vinham acompanhando o movimento.

Alguns manifestantes começaram a filmar a ação policial e houve reação. Há informações de que uma manifestante teve a câmera quebrada com um golpe de cassetete. A confusão aumentou quando uma pessoa foi presa e, segundo testemunhas, teria caído, junto com o policial que a levava para a viatura.

“Os outros policiais acharam que ele tinha derrubado o militar de propósito e foram pra cima, chegaram batendo, chutaram e pisaram o cara no chão, já rendido. Foi uma cena horrível. Eles atiraram na direção das pessoas. Havia crianças na praia, gente que caminhava pela areia. Poderiam ter atingido alguém com os tiros”, contou a testemunha. Entre as pessoas presas, estavam coordenadores do movimento.

Até esse momento, as notícias sobre a manifestação eram de um ato pacífico, acompanhado de perto pela polícia, desde a concentração, que começou por volta das 16h, em frente ao antigo Alagoinha, na praia de Ponta Verde.

A Marcha da Maconha na capital alagoana reuniu centenas de pessoas, que caminharam levando faixas e cartazes defendendo o debate sobre a legalização da maconha para algumas finalidades, entre elas o uso medicinal.

 

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