14 de dezembro de 2016 • 8:50 am

Brasil

Marina diz agora que o governo de Michel Temer é ilegítimo

Marina Silva é candidata a presidente e defendeu antecipação das eleições

Por: Da Redação
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Principal representante da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva defendeu nesta terça-feira,13, que o governo Michel Temer é ilegítimo e defendeu a antecipação de eleições direitas para a Presidência da República.

Marina: Congresso não tem credibilidade.

Segundo Marina, que desponta ao lado do ex-presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto, “o presidente e a maior parte de sua equipe e sua base de sustentação não têm credibilidade e legitimidade para pedir sacrifícios à população. É fundamental devolver a possibilidade de escolher quem seria aquele que poderá fazer essa transição. Depois que isso for devolvido à sociedade, se vai discutir quais nomes os partidos irão lançar, mas esse é o momento de buscar uma saída”.

A ex-senadora afirmou que o PMDB, ao substituir a ex-presidente Dilma Rousseff após o processo de impeachment, não tinha condições de prometer debelar a crise, já que o partido é, ele próprio, “parte siamesa dos escândalos de corrupção”. Durante o processo de impeachment, Marina defendeu a destituição de Dilma, abrindo caminho para Michel Temer assumir o Palácio do Planalto.

“Sabemos que o PMDB, que foi parte siamesa dos escândalos de corrupção, não tinha como ser transformado no bastião da salvação da crise, e o resultado é falta de credibilidade, legitimidade e falta de popularidade”, criticou, garantindo que não fica na “cadeira cativa de candidata”.

Argumentando a favor de eleições diretas, Marina disse que o Congresso Nacional perdeu a credibilidade para promover uma eleição indireta para a Presidência da República. Pesquisa do Datafolha divulgada nesta terça-feira (13) mostra que o Congresso alcançou rejeição recorde, com desaprovação de 58% dos entrevistados pelo instituto.

“A soberania popular é muito maior que o voto indireto dos parlamentares, ainda mais neste momento em que o Congresso Nacional perdeu completamente a credibilidade”, afirmou a ex-senadora.

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