23 de maio de 2015 • 10:34 am

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Médico revela que equipes suam durante cirurgias no HGE

“A gente faz a cirurgia em condições insalubres, com temperatura tão quente que toda a equipe fica excessivamente suada. Para agravar, até o sabão do HGE é inadequado para a…

Por: Bleine Oliveira
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“A gente faz a cirurgia em condições insalubres, com temperatura tão quente que toda a equipe fica excessivamente suada. Para agravar, até o sabão do HGE é inadequado para a higienização das mãos. Como o produto está em escassez, estão diluindo-o para fazer render o máximo possível, contrariando as diretrizes e protocolos da Anvisa”.

O depoimento é do cirurgião neurológico Fabrício Avelino.

Ele está falando das condições de trabalho no Hospital Geral do Estado (HGE), a principal referência em urgência e emergência de Alagoas.

O HGE, que já foi Hospital de Pronto Socorro (HPS) e Unidade de Emergência Dr. Armando Lages (UE), continua enfrentando os mesmos problemas que justificaram sua criação, em setembro 2008.

Agora é a falta de material de uso médico-hospitalar que compromete sua capacidade de assistência.

Esta semana o Conselho Regional de Medicina (Cremal) denunciou a falta de, pasmem, soro fisiológico, gaze, atadura, esparadrapo, álcool, xilocaína, fio de sutura, vários tipos de válvulas, instrumentação cirúrgica incompleta.

Foi identificada também a falta de diversos medicamentos, inclusive antibióticos como Imipenen e Clinda, considerados imprescindíveis a uma unidade de emergência.

“Encontramos pacientes no setor de trauma precisando de colar cervical e não tem.  Também esbarramos com pacientes num leito cuja cabeceira não inclina. Em se tratando de paciente de AVC, por exemplo, essa é uma falha inadmissível porque pode levar a morte por  bronco-aspiração.

Nas enfermarias não há saída de oxigênio suficiente para todos os acamados, enfim, todos os protocolos exigidos para o funcionamento minimamente adequado estão rompidos”, denunciou o presidente do Conselho, Fernando Pedrosa.

Na fiscalização feita, verificou-se que central de energia elétrica não funciona plenamente. Tanto que um dos centros cirúrgicos está sem climatização e uma UTI foi fechada.

Segundo Fernando Pedrosa, sem receber débitos da catastrófica segunda gestão de Teotônio Vilela Filho, os fornecedores se recusam a abastecer o HGE.

Principalmente depois que o governador Renan Filho disse várias vezes que não vai pagar processos de 2014.

Como assim, governador?

A dívida é do Estado. Certas ou não, superfaturadas ou não, devem ser pagas.

Ou Vossa Excelência prefere que os pacientes continuem morrendo por falta de assistência adequada?

Governador, melhore!

Encare a situação de frente e determine à secretária de Saúde, Rosângela Wyszomirska, que adote as providências necessárias ao pleno e adequado funcionamento do HGE e de todas as unidades da rede estadual.

Punossasinhora!

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