18 de julho de 2017 • 5:56 pm

Policia

Menores são apreendidos e confessam assassinato de travesti

Polícia revela que Carla Viana, de 23 anos, foi morta por comentários sobre facção criminosa

Por: Da Redação
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O movimento LGBT de Maceió foi supreendido hoje, ao saber o resultado da investigação sobre a morte do travesti Carla Viana, de 23 anos, que foi esfaqueada na noite do dia 25 de junho último, no bairro do Clima Bom, em Maceió.

Ao contrário do que supunham os integrantes do Grupo Gay de Maceió (GGM), o assassinato de Carlinha, como era conhecido José Carlos Viana, é resultado da violência na periferia da capital. Segundo o delegado Eduardo Méro, o crime foi praticado por quatro menores, por razões futéis.

Eles teriam ficado irritados com comentários da vítima favoráveis há facção rival da qual fazem parte, e por isso decidiram matá-la. Carlinha foi atraída para uma cilada, e em seguida brutalmente esfaqueada pelos quatro.

Os adolescentes D.S.S., de 17 anos; G.S.F., de 16 anos; S.M.S., de 15 anos, e R.M.S., de 13 anos, foram apreendidos numa operação policial executada no início da manhã desta segunda-feira, 17. Eles confessaram a barbaridade praticada, mas o delegado Méro revelou que foram apreendidas imagens de câmeras de videomonitoramento da área onde o travesti foi assassinado, que mostram a selvageria do ato.

Para Messias da Silva Mendonça, do GGM, o resultado da investigação choca pela futilidade da causa que levou os adolescentes a praticarem o crime. Mas ele acredita que o fato de se tratar de um homossexual, pode ser entendido como agravante do homicídio.

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