29 de outubro de 2016 • 11:32 am

Justiça

Mês do Júri: Caso Erick Ferraz entra na pauta de julgamentos de novembro

Programação prevê mais de 100 julgamentos de crimes dolosos contra a vida, na capital e no interior do Estado

Por: Fátima Almeida
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Modelo foi assassinado em 2012 (Foto: Divulgação)

Modelo foi assassinado em 2012 (Foto: Divulgação)

O julgamento do policial civil Judarley Leite de Oliveira, acusado de participação na morte do modelo Erick Ferraz, durante o reveillon de 2012, em Viçosa, está previsto para ser realizado no dia 9 de novembro, no Fórum da Capital.

O caso foi incluído na pauta do Mês Nacional do Júri, uma ação promovida pelo Conselho Nacional de Justiça em todo o país, para julgamentos de réus por crimes dolosos contra a vida, conforme definido pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). Em Alagoas, o Poder Judiciário selecionou cerca de 100 processos para julgamento, dentro da programação que acontece a partir do dia 3 de novembro, na capital e nas comarcas do interior.
Alguns dos casos pautados referem-se a crimes de repercussão na sociedade alagoana, como foi o do modelo Érick Ferraz. Ele foi morto a tiros, em praça pública, quando participava da festa de reveillon da cidade de Viçosa, com alguns amigos, e, segundo consta, por motivo fútil. Os acusados são os irmãos Judarley e Jaysley Leite.
O júri foi desaforado da comarca de Viçosa, a pedido da acusação, considerando a influência da família dos irmãos Jusarley e Jaysley na região. A sessão será conduzida pelo juiz John Silas, titular da 8ª Vara Criminal da Capital. Não há data prevista para o julgamento de Jaysley,  já que existe também em relação a ele, um pedido de desaforamento ainda em tramitação.
Programação

A pauta do Mês Nacional do Júri vai movimentar comarcas da capital e do interior de Alagoas a partir da próxima quinta-feira (3).

Na lista de julgamentos, estão também os réus Melkson Douglas dos Santos Silva e Edvaldo Sabino Fidelis de Moura, acusados de assassinar a adolescente Daise Larissa de Souza, de 14 anos, em maio de 2014, em frente à escola onde ela estudava, no bairro Santa Lúcia, supostamente por vingança contra o namorado da vítima, que seria traficante de uma gangue rival dos acusados.

O caso está agendado para o dia 18 de novembro, no Fórum da Capital, com a juíza Lorena Carla Sotto-Mayor, titular da 7ª Vara Criminal, na condução do júri.

Outro caso de repercussão é o que envolve o vereador do município de Palestina, Luciano Lucena de Farias, acusado de homicídio qualificado com arma de fogo, ocorrido em junho de 2009, no município de Pão de Açúcar (AL). De acordo com a denúncia do Ministério Público, o motivo do assassinato foi a vítima ter chamado o réu de ladrão, alguns meses antes, durante um jogo de baralho.

Ele vai a júri popular no dia 8 de novembro, no Fórum de Maceió, em sessão presidida pelo juiz John Silas.

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