10 de agosto de 2016 • 4:08 pm

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Michel Temer garante fôlego a Eduardo Cunha para salvar mandato

Temer articula com DEM, PSDB e PSB para não votar cassação de Cunha agora, temendo represálias.

Por: Da Redação
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Cunha: rumo a pizza

Cunha: rumo a pizza

O governo interino de Michel Temer (PMDB) articulou com a antiga oposição (PSDB, DEM e PSB) para deixar a votação da cassação de Eduardo Cunha para setembro, quando o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff estiver concluído.

PT, Rede, Psol e PCdoB vinham pressionando Maia para que a votação contra o peemedebista fosse realizada em data mais próxima possível. As informações são do Estado de S. Paulo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria dito a parlamentares que a sessão deve ocorrer entre 12 e 16 de setembro. Maia deve divulgar a data oficialmente nesta quarta-feira (10).

O receio do governo de Michel Temer seria que Eduardo Cunha pudesse atrapalhar o processo de impeachment se perdesse o mandato antes do afastamento de Dilma estar finalizado, “atirando” contra membros do governo interino, e que viesse ainda a “tumultuar” a votação final do processo contra Dilma, prevista para ocorrer entre o final de agosto e início de setembro.

De acordo com o jornal paulista, a tese já era defendida pelo chamado Centrão — grupo de partidos liderados por PP, PSD e PTB –, mas enfrentava resistência no PSDB e no DEM. O consenso, contudo, teria sido alcançado em café da manhã nesta terça-feira (9), entre Maia e líderes do Centrão e da antiga oposição.

Nesta quarta-feira (10), Rodrigo Maia confirmou em entrevista coletiva que a base de apoio ao presidente em exercício Michel Temer quer votar a cassação somente depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma. Ele também apontou para a pressão do PT, Rede, Psol e PCdoB para a decisão ocorrer antes do julgamento da presidente afastada.

Maia destacou ainda que vai anunciar nesta quarta-feira a data, mas que ainda deve ouvir alguns líderes. “Vou definir hoje. Vamos esperar a parte da tarde. Tudo é legítimo. A oposição quer votar amanhã, como exemplo. A base do governo quer votar depois do impeachment. Do ponto de vista político, tudo é legítimo”, disse aos jornalistas.

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