10 de dezembro de 2015 • 10:55 am

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Microcefalia: secretária de saúde diz que a situação é “assustadora”

Os gestores trocaram as ações preventivas pelas festas e eventos midiáticos

Por: Marcelo Firmino
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A Secretária de Saúde do Estado, Rosângela Wyszomirska, disse hoje que a situação envolvendo os casos de microcefalia em Alagoas é gravíssima e “assustadora”. A relação que se faz doença que ataca bebês em gestação com o mosquito aedes  aegypti é ainda mais preocupante diante da proliferação do inseto sobretudo em Maceió.

Tanto que mulher planejar filho nesse momento é uma temeridade. Gestantes de outras regiões virem para Maceió, mais ainda, e isso a secretária deixou bem claro, muito embora tenha dito em entrevista na Rádio Jovem Pam que isso não significa dizer que as grávidas tenham que interromper a concepção com medo da doença. “Ninguém está autorizado a isso”, destacou.

Mas, o quadro é alarmanente. Embora a ciência não tenha revelado ainda com segurança a extensão de todo esse drama, a partir da picada do mosquito. Sabe-se apenas que a microcefalia tem relação com a Zika que é transmitida pelo aedes aegypti.

No entanto, há que se dizer que se Alagoas está passando por essa situação calamitosa, assim como outros Estados nordestinos, é por que os gestores da saúde pública não fizeram o dever de casa. O discurso tem sido fácil de cobrar da população responsabilidades na proliferação dos insetos, mas na verdade cabe aos governos municipal, estadual e federal fazerem a prevenção.

De há muito, em Maceió, por exemplo, que a prevenção foi esquecida. Os poucos  agentes de saúde que andaram em algumas áreas da cidade fizeram de conta que estavam trablhando. Dependiam de material e a Prefeitura sequer forneceu o básico para que as ações preventivas fosse realizadas.

Isso não é um caso isolado. A mesma situação se viu em vários outros municípios alagoanos e, pelo quadro nacional ora apresentado, nordestinos também.

Os governantes são culpados. Atenção básica à saúde pública está sendo deixada de lado por ações que gerem boom midiático para os gestores.

As festas, os eventos, entre outros encontros políticos publicizados nos meios de comunicação revelam esse estado de coisas nocivas aos interesses da sociedade.

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