10 de dezembro de 2015 • 2:03 pm

Política

Ministra joga vinho na cara de José Serra, durante festa em Brasília

Kátia Abreu diz que José Serra foi “descortês, arrogante e prepotente”.

Por: Da Redação
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No clima da intolerância que tomou conta das correntes políticas do País, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o senador José Serra (PSDB-SP) protagonizaram uma cena à altura das discussões do Conselho de Ética que vêm ganhando o noticiário. Ela jogou vinho na cara dele, durante uma confraternização na noite desta quarta-feira, 09, na casa do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Tucano José Serra: pela renúncia.

Tucano José Serra: pela renúncia.

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, Serra se aproximou da ministra enquanto ela conversava com outros senadores e afirmou: “Kátia, dizem por aí que você é muito namoradeira”.

Ministra Kátia Abreu: 'pela honra'.

Ministra Kátia Abreu: ‘pela honra’.

Em conversa com a coluna, a ministra confirmou o fato: “Eu fiz o que qualquer mulher honrada faria. Respondi à altura de quem preza a sua honra”, afirma ela, acrescentando que Serra “simplesmente chegou numa roda em que não tinha sido chamado, sem mais nem menos”.

Outros senadores tentaram consertar a gafe do tucano, mas Kátia não aceitou a ofensa e disparou: “Você é um homem deselegante, descortês, arrogante, prepotente. É por isso que você nunca chegará à Presidência da República. E, de mais a mais, nunca traí ninguém na minha vida”.

À coluna, a ministra contou que jogou o vinho na cara de Serra e disse: “Nunca lhe dei esse direito nem essa ousadia. Por favor, saia dessa roda, saia daqui imediatamente”.

Serra, então, se afastou. Kátia Abreu disse que o ocorrido não tem nenhuma relação com divergências políticas. Ela é muito próxima da presidente Dilma Rousseff, enquanto Serra é um grande entusiasta do impeachment.

Bolinha de papel – Apesar de a ministra garantir que não se trata de divergência política, essa não é a primeira vez que José Serra é alvo de correntes políticas contrárias. Em 2010, durante uma agenda de campanha em Campo Grande, na zona oeste do Rio, o senador o tucano chegou a ser conduzido rapidamente a um hospital para se submeter a uma tomografia da cabeça depois de ser atingido por uma bolinha de papel.

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