1 de julho de 2015 • 7:47 pm

Brasil

Ministro diz que ‘há algo muito estranho’ nas delações premiadas

Marco Aurélio Mello disse que espera que as delações tenham sido absolutamenta “espontâneas”.

Por: Da Redação
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Marco Aurelio: e se não forem espontâneas?

Marco Aurelio: e se não forem espontâneas?

Brasil – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira,1º, que a rigor o maior  objetivo dos delatores é “salvar a própria pele” ou amenizar uma pena futura. Ele considera que o número de delatores já “revela al há algo muito estranho”.

Ao deixar a última sessão do STF antes do recesso de julho, o ministro também disse esperar que as delações assinadas na Operação Lava Jato tenham sido espontâneas.

Marco Aurélio Melo disse que o momento é alvissareiro mas espera que as delações tenham sido espontâneas. Isso  porque, segundo ele, quando as coisas não são varridas para debaixo do tapete, a tendência é corrigir-se rumos.

E acrescentou: – Isso é muito importante para termos dias melhores no Brasil. Agora, devo admitir que nunca vi tanta delação. Que elas, todas elas, tenham sido espontâneas. Assento que eles, os delatores,  querem colaborar com a Justiça, embora o objetivo maior seja salvar a própria pele ou amenizar uma pena futura.

 

Desde o início das investigações da Lava Jato, 18 acusados assinaram acordo de delação com o Ministério Público Federal (STF), órgão que coordena as apurações. Entre os delatores estão os ex-diretores de Serviços e de Abastecimento da Petrobras, respectivamente Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, parentes de Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, além de executivos de empreiteiras.

Crítica- Sendo uma das maiores  vozes do STF pelo saber jurídico no País, esta é a segunda crítica do ministro em apenas uma semana sobre o instituto da delação premiada na investigação conduzida pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná. Na última entrevista, publicada há dois dias, ele afirmou que o número de delatores no caso “já revela algo estranho”.

 

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