21 de outubro de 2015 • 9:58 pm

Brasil

Ministro do STF acusado de arquivar ação contra deputados de oposição

Gilmar Mendes é acusado de arquivar processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o senador Álvaro Dias (PSDB)

Por: Da Redação
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Quando esteve na função de Procurdor Geral da República durante o governo FHC, função hoje ocupada por Rodrigo Janot, o atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi batizado de “engavetador mor da República”, considerando a proteção que fazia do governo.

Nos dias atuais, ao que parece, segundo o site “Migalhas”,  ele mantém a performance. O site trouxe à tona nesta quarta-feira, 21, um despacho do dia 6 de maio de 2014 do ministro Joaquim Barbosa, publicado no Diário Oficial, em que manda autuar e distribuir uma investigação da Polícia Federal na Divisão de Repressão a Crimes Financeiros.

Segundo a PF, foram identificadas transações cambiais com indícios de irregularidades supostamente realizadas por várias pessoas, nas quais se incluem o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além dele, aparecem na lista o senador Álvaro Dias (PSDB), o ex-senador Jorge Bornhausen, entre outros.

A Petição 5.169, que tramitou com “segredo de justiça”, foi distribuída ao ministro Celso de Mello. Declarando-se suspeito, Mello deu continuidade à distribuição da petição, que caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que mandou arquivar os documentos e os devolveu à Procuradoria-Geral.

O “Migalhas” acrescenta que, como se trata de investigação aberta em 2006, a qual envolvia personagens com foro privilegiado, o caso aportou na PGR (as decisões dos ministros Joaquim Barbosa e Gilmar citam a cota do parquet, sem dizer quem a subscreveu). Na época (de 2005 a 2009), o chefe do MPF era Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, que hoje é justamente o advogado que representa os interesses do presidente da Câmara.

 

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