22 de maio de 2015 • 2:12 pm

Política

Ministro quer Brasil passado a limpo e condena o shopping da Câmara

Ministro Marco Aurélio lembra que hoje em dia as coisas não são mais feitas às escondidas, como no passado.

Por: Marcelo Firmino
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Ministro conduzido pelos vereadores Galba Neto e Silvio Camelo.

Ministro conduzido pelos vereadores Galba Neto e Silvio Camelo.

O Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, disse nesta sexta-feira, 22, que o Brasil vive atualmente um quadro estranho de perdas de parâmetros e de inversão de valores e por isso mesmo o País precisa ser passado a limpo.

Nesse processo, o fundamental, para ele, é que hoje em dia os governantes têm que ter a clareza de que as coisas não são mais feitas às escondidas como eram no passado. Destacou que as instituições como o Poder Judiciário, o Ministério Público e outras instituições fiscalizadoras estão atentas  para tudo que se faz.

Shopping- Citou inclusive o caso de a Câmara dos Deputados que se aproveitou de uma Medida Provisória para construir um shopping center. Segundo Marco Aurélio Mello essa é uma situação inusitada que não segue a ordem natural das coisas, principalmente por que “o setor não é comercial”.

Ele defendeu a prisão e condenação de todos os atores “aqueles que vilipendiaram os interesses da Nação”. Seja atuando no tráfico de drogas, seja negando o que é de direito para hospitais e escolas públicas, que passam pela descontinuidade dos seus serviços  por que o dinheiro não chega adequadamente.

Considerou um descaso do Executivo brasileiro passar dez meses sem indicar o sucesso do ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal, como também do Legislativo, que afrontou o Judiciário ao instituir uma nova sabatina para os magistrados que aderirem a PEC da Bengala.

Marco Aurélio Mello recebeu da Câmara dos Vereadores o titulo de Cidadão Honorário de Maceió, proposto pelo presidente da casa, vereador Kelman Vieira (PMDB). A solenidade foi prestigiada pelo governador Renan Filho (PMDB), prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) e pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça, João Luiz de Azevedo Lessa.

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