26 de abril de 2017 • 11:51 am

Maceió

Moradores da Grota do Ipanema denunciam prefeitura na Defensoria Pública

Cerca de 250 famílias da Grota dizem que há 25 anos estão sem nenhum tipo de atenção da Prefeitura

Por: Da Redação com Assessoria
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A grota do Ipanema, no Barro Duro, passou a cobrar da Prefeitura de Maceió melhorias na área de infraestrutura, mas a comunidade não foi ouvida. Isso, portanto vai resultar em uma ação da Defensoria Pública Estadual para garantir os direitos de cerca de 250 famílias que habitam à localidade há exatos 25 anos.

A decisão foi tomada depois que o  Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da Defensoria Pública do Estado recebeu, ontem, moradores da Grota do Ipanema, localizada no bairro Barro Duro, em Maceió, para conversar sobre a situação estrutural da localidade.

Durante a reunião, dirigida pelo defensor do Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da instituição, Fabrício Leão Souto, os moradores relataram a situação de abandono estrutural na qual se encontra a comunidade do Ipanema, popularmente conhecida como Grota do Macaco. Segundo o relato dos moradores, o local não possui saneamento básico, buracos na rua impedem a passagem de veículos e o esgoto corre a céu aberto.

“Não temos pavimentação nas ruas, saneamento básico, nem esgotamento sanitário. Quando chove ficamos ilhados em nossas casas, não conseguimos sair para trabalhar e as crianças não vão à escola, pois a água inunda as ruas e muitas vezes invade nossas casas, tirando da gente o pouco que temos.  Essa situação já provocou acidentes que, inclusive, geraram o óbito de um cidadão e um aborto, em consequência de quedas na ladeira”, contou uma moradora.

Saúde – Além da falta de estrutura, os moradores relatam também a falta de amparo médico, visto que, a região não é coberta por nenhuma Unidade Básica de Saúde. “Quando vamos ao posto mais próximo recebemos a informação de que eles não podem nos atender, porque não fazemos parte da região coberta. Temos de acordar de madrugada e peregrinar pelas unidades de saúde das comunidades vizinhas em busca de atendimento, muitas vezes não conseguimos atendimento”, desabafa a denunciante.

 

 

 

 

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