11 de Maio de 2017 • 9:01 am

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Moro não prende Lula e o rito processual virou uma festa para prós e contras

Lula e o juiz Moro vão seguir adiante com a prática já comum aos dois: fazer política

Por: Marcelo Firmino
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O ex-presidente Lula foi a Curitiba prestou seu depoimento e deixou frustrada uma grande parcela de brasileiros que queriam vê-lo sair da sala de justiça algemado e direto para o presídio.

Pois é. Havia gente que tinha essa certeza.

Lula, no entanto, escoltado por seus advogados e militantes partidários saiu de lá direto para às ruas curitibanas onde fez mais um comício. O juiz Sérgio Moro deu-lhe o palanque.

Resultado é que o ex-presidente da República saiu do depoimento dizendo que agora está com muito mais vontade de disputar as eleições do ano que vem.

Para isso, enquanto raposa política, ele tem razões de sobra. Como disse, após à sala de justiça, “só o Jornal Nacional da TV Globo, em 12 meses publicou 18 horas de matérias negativas” contra ele. E ainda assim 30% da população, segundo as pesquisas eleitorais, o querem de volta à Presidência do Brasil.

O fato é que Lula virou um mito. Vai ser amado e odiado ao mesmo tempo pelos prós e contras.

E vai seguir fazendo política. Tal como o fará também o juiz Sérgio Moro que, há muito, deixou de lado a condição intrínseca da toga para ser a estrela, que nega a política mas a pratica com gosto. Os tempos estão propícios para isso e ele bem o sabe.

Nisso tudo, o lamentável fica por conta da banalização midiática que trata a questão processual como um embate político do bem contra o mal, do mocinho contra o bandido. Ou seja, é Moro contra Lula é Lula contra Moro.

Isso alimenta da pior maneira possível o senso comum, que faz seu carnaval por todos os canais e links. É como se o rito processual fosse uma festa.

 

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